Por: Portal G1
31/05/2023
08:05

"Homem-Aranha: Através do Aranhaverso", continuação que estreia nesta quinta-feira, 1º de junho, nos cinemas brasileiros, se junta ao antecessor sem dificuldades. E corre um sério risco de ir até além. O filme será apresentando na Sala 1 do Cine Estação, em duas sessões de segunda sexta-feira e em três horários no final de semana.

O primeiro filme da trilogia, que será encerrada em 2024 por "Além do Aranhaverso", tinha a grande vantagem da surpresa. A sequência precisa se esforçar um pouco mais.

A seu favor, pelo menos não precisa apresentar os personagens do começo, assim como explicar o complicado conceito de um multiverso.

Com isso fora do caminho, explora com beleza as possibilidades oferecidas por diferentes dimensões, cada uma com estilo próprio de arte e animação, e amadurece protagonistas e seus relacionamentos.

Se "No Aranhaverso" passava a impressão de se assistir a um filme de quadrinhos pela primeira vez, "Através" se assume como uma obra mais madura – mas igualmente emocionante.

Os fantásticos mundos de Miles

"Através do Aranhaverso" dá sequência à história de Miles Morales, o jovem preto e latino dos quadrinhos da Marvel que também assume a identidade de Homem-Aranha.

Na continuação, ele já está mais confortável com seus poderes e com a máscara, mas sente falta de seus antigos amigos de universos paralelos. Em especial, da Mulher-Aranha/Gwen Stacy.

A saudade dura pouco. Quando um portal se abre em seu quarto, o sorriso conhecido da moça o apresenta a uma organização de elite formada por centenas de diferentes "pessoas-aranha", unidas contra ameaças à existência do multiverso.

Por isso, Morales dessa vez viaja por outros mundos e conhece novas realidades. Ou seja, algo que se destacou nos personagens do antecessor agora é ampliado para dimensões inteiras.

A Manhattan do primeiro filme já impressionava pelas técnicas parecidas às dos quadrinhos, com cores fugindo de contornos, prédios povoados por pontos luminosos e perspectivas impossíveis.

Agora ela parece quase simplista em comparação às versões apresentadas. Sozinhas, cada uma delas já valeria diversas assistidas para pegar os diferentes detalhes e técnicas. Juntas, elas são um banquete para fãs de diferentes artistas de quadrinhos.

A dimensão de Gwen, em especial, merecia um filme inteiro. Construída com traços de aquarela, que mudam de tons em reflexo aos sentimentos da personagem, ela lembra uma mistura do estilo do premiado Bill Sienkiewicz com as cores de Dave McKean em "Orquídea Negra". 


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