Por: A Tribuna
19/07/2023
08:07

O filme Barbie começa a ser exibido no Cine Estação na quinta-feira, 20 de julho. O filme está em cartaz em três horários na Sala 01 e em um horário na Sala 2.

Como marca, Barbie é uma das mais poderosas do planeta. É difícil achar quem nunca tenha ao menos ouvido falar na boneca que foi lançada em 1959 e, desde então, ganhou centenas de versões, profissões, roupas e acessórios – e, claro, foi vendida aos milhões. Por isso mesmo, a empreitada de levar às telas uma história da Barbie não era sem risco; mexer com uma marca que tem por trás uma grande corporação como a Mattel poderia esbarrar em um sem-número de restrições e vetos; felizmente, não é o caso do filme dirigido por Greta Gerwig e produzido/estrelado por Margot Robbie.

No roteiro hábil de Gerwig e seu parceiro Noah Baumbach, Barbie é, em seu cerne, uma aventura de amadurecimento que opõe a ingenuidade e a perfeição da Barbielândia – o local onde moram todas as Barbies (e os Kens) – aos conhecidíssimos problemas do sexismo no mundo real, no qual a Barbie de Robbie e o Ken de Ryan Gosling vão parar quando a boneca começa a “dar defeito”, como ter pensamentos intrusivos sobre a morte.

Falar de mortalidade e existencialismo pode soar deslocado para um filme-de-marca, mas não há nada nessa premissa que os dois roteiristas não encaixem de forma orgânica na trama, que segue caminhos tão inesperados quanto lógicos; os efeitos da interação Barbielândia-mundo real, afinal, fazem muito sentido, mas talvez não sejam o que o espectador espera – e que a Warner Bros. tenha conseguido manter a trama cheia de ideias de metalinguagem em relativo segredo em meio à massiva campanha de lançamento é um grande ganho.

Barbie tem comentários afiadíssimos e inteligentes sobre a dinâmica entre homens e mulheres ao longo dos tempos e também sobre como esses papéis sociais são vistos e problematizados hoje em dia. E o filme o faz com um grande coração: a história é genuinamente divertida, com um humor que passeia entre a acidez e a inocência, mas também emociona com a jornada existencial de seus protagonistas, reservando momentos tocantes e provocando reflexões, especialmente em sua reta final.


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