Por: A Tribuna
15/09/2019
09:09

Na segunda feira, dia 16 de setembro, o Projeto Luz & Sombras exibe um clássico do neo-realismo que revelou ao mundo o mito Silvana  Mangano “Arroz Amargo”. A exibição acontece no Auditório da Rádio Cultura FM, localizado na Praça Pádua Salles, Centro de Amparo, a partir das 19h30. O filme tem classificação indicativa de 16 anos.

“Arroz Amargo” tem no seu elenco: Silvana Mangano, Doris Dowling, Vittorio Gassman, Raf Vallone , Checco Rissone, Nico Pepe e Andriana Sivieri. O roteiro é de Corrado Alvaro, Giuseppe De Santis, Carlo Lizzani, Carlo Musso e Ivo Perilli. A fotografia é de Otello Martelli, música de Goffredo Petrassi, produção de Dino de Laurentiis e direção de Giuseppe De Santis

O  produção italiana da Lux Film de 1948. Original em preto e branco.

Sinopse

Todo ano, no início do mês de maio, mulheres das mais diversas regiões da Itália deslocam-se para o vale do rio Pó, a fim de participarem do plantio do arroz.  Em Torino, quando um trem se prepara para partir rumo às planícies dos arrozais, Walter Granata, um ladrão de jóias, é perseguido pela polícia.  Conseguindo despistar seus perseguidores, ele faz com que sua cúmplice, Francesca, que se encontra com as jóias estimadas em 5 milhões de liras, embarque no referido trem.

Silvana, uma das plantadoras, percebe tudo e fica de olho em Francesca.  Uma vez no acampamento do arrozal, ela consegue pôr as mãos nas jóias roubadas e, em seguida, tenta fazer com que Francesca seja expulsa do grupo, alegando que ela se encontra ali sem um contrato formal de trabalho. 

A história gira em torno do triângulo amoroso formado pelo golpista Walter, sua amante Francesca e a inocente camponesa Silvana, tendo como pano de fundo a colheita de arroz feita por dezenas de mulheres no miserável Vale do Pó, no interior da Itália.

“Arroz Amargo” é uma das obras fundamentais do neo-realismo italiano. Foi feito em 1948 na Itália arrasada pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e é tido como um dos marcos do neo-realismo, um dos movimentos mais importantes do cinema, que influenciou profundamente diversos outros movimentos cinematográficos no mundo inteiro, da nouvelle vague francesa ao cinema novo brasileiro e também o cinema independente americano.

 “Arroz Amargo” (em italiano “Riso Amaro”, que também pode significar “Riso Amargo”) foi o terceiro filme de Giuseppe De Santis.O diretor em vários filmes mostrou a propensão em filmar temas relacionados com a  comunidade rural italiana.

É também o filme que lançou ao mundo uma atriz que viria a ser uma das maiores estrelas do cinema de todos os tempos, Silvana Mangano, uma mulher de magnífica beleza, das mais magníficas que as telas já conheceram, e que teria interpretações admiráveis em filmes importantíssimos de Pasolini ,Visconti, De Sica e Bava.

O filme conta com a atuação da brilhante atriz norte americana Doris Lawling,que vive a personagem Francesca. E ao lado de Silvana Mangano e de Doris Lowling brilharam também astros como Raff Valone, que seria galã em numerosas produções internacionais, e o excêntrico e versátil Vittorio Gassmann.

Com um filme todo ele filmado em cenários naturais, Giuseppe De Santis presta homenagem às mulheres, e ao trabalho rural, não dispensando a caracterização das condições (por vezes trágicas) por elas vividas. Seja nos cantares, nas danças de campo, no ritmo de trabalho, ou nas suas preocupações diárias, a história é uma explosão de vitalidade e feminilidade pura, sem sofisticações artificiais.

O filme denuncia as duras condições de trabalho das plantadoras de arroz, no vale do Pó. E percorrido por um erotismo exuberante onde domina Silvana Mangano, a mais sensual plantadora de arroz que as águas do Rio Pó banharam, o filme foi um escândalo no seu tempo, tendo sido proibido em Portugal duas semanas após a estréia em 1951.

O produtor de “Arroz Amargo” foi Dino de Laurentis, que gostava de épicos com cenas grandiosas e contratou centenas de extras. O filme concorreu ao Grande Prêmio do Festival de Cannes de 1949, bem como ao Oscar de Melhor Roteiro, em 1951.


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