Por: A Tribuna
09/11/2021
16:11

Na manhã da última segunda-feira, 08 de novembro, das 8h às 11h30, uma turma de 22 jovens do Ensino Médio do Colégio Atuante, do município de Itapira/SP, acompanhados pelos professores Everton Aparecido Moreira de Souza e Edilayne Batista Campos, foram recebidos em Amparo pelo poeta e escritor Marcelo Henrique, que os guiou em visitação a diversos monumentos históricos, instituições e equipamentos culturais de Amparo.

O ponto de partida foi a Praça Pádua Salles, onde os jovens alunos itapirenses conheceram o obelisco que é marco do centenário da Independência do Brasil, o Relógio Solar (obra de Felix Peyrallo Carbajal), o casarão que foi residência do chefe da antiga Estação de Trem da Mogiana e o monumento em homenagem aos heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Em seguida, sempre ciceroneados por Marcelo Henrique, visitaram o Tiro de Guerra 02.001 de Amparo, onde foram recebidos, com muita presteza, pelo 1º sargento Edvaldo Guedes da Rocha, chefe de Instrução do TG, que proferiu enriquecedora palestra aos alunos itapirenses. Também a EE Rangel Pestana foi visitada pelos jovens itapirenses, os quais foram recepcionados pelo vice-diretor, prof. André Eduardo Forner, que representou a diretora prof.ª Regina Endrighi e, entre tantas informações e curiosidades, contou aos alunos que a EE Rangel Pestana foi cenário para a gravação do filme “O Escaravelho do Diabo”, lançado em 14 de abril de 2016.

Subiram a Rua 13 de Maio a pé e, já na Praça Monsenhor João Baptista Lisboa (Largo da Catedral), Marcelo apresentou aos alunos os prédios históricos (Clube 8 de Setembro, prédio da antiga Prefeitura), bem como lhes mostrou o Marco Zero de Amparo, aos pés do busto do Barão de Campinas, e a placa em homenagem aos sete heróis amparenses que tombaram em 1932 (em frente ao coreto).

Aproveitaram para visitar a Catedral Nossa Senhora do Amparo, onde, por especial deferência do padre Anderson Frezzato, foi aberto o batistério para que, de maneira mais próxima, os alunos conhecessem a réplica do quadro “Batismo de Jesus” (240cm x 180cm), cópia essa pintada pelo prof. Leandro Frediani, mestre de gerações. O quadro original, pintado em 1895 por Almeida Júnior, grande artista brasileiro, foi doado ao batistério da então Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo (atual Catedral Diocesana) pelo dr. Luiz Pinto de Alencar Cintra, filho mais novo do Barão de Campinas, que, com essa finalidade, o encomendou diretamente ao artista. Décadas após, a tela original foi levada pelo então governador Adhemar de Barros para o acervo do Museu Paulista, em SP, para figurar na "Galeria Almeida Júnior" e, posteriormente, em 1947, transferida para a Pinacoteca do Estado de São Paulo, ao lado da Estação da Luz, onde está até os nossos dias. Ainda na Catedral, na Capela do Santíssimo, Marcelo mostrou aos alunos dois verdadeiros tesouros do mundo artístico: as telas “O lava-pés” e “A Santa Ceia”, ambas pintadas em 1918 pelo famoso pintor Benedito Calixto. Em seguida, visitaram a Biblioteca Municipal “Carlos Ferreira”, onde os alunos foram recepcionados pela servidora Rita, que, com muito carinho, os guiou durante uma rápida visita.

Na Rua XV de Novembro, uma das mais ricas no aspecto histórico, os alunos conheceram a casa em que morou o republicano Assis Prado (opositor de Dom Pedro II), a casa onde nasceu Francisco Franco da Rocha, a casa onde morou Francisco Prestes Maia, bem como o prédio (hoje estabelecimento comercial) onde residiu, durante 22 anos, o dr. Bernardino de Campos. Ainda na Rua XV de Novembro, Marcelo discorreu sobre o sobrado de esquina em que residiu a então futura Viscondessa de Nova Granada, dona Anna Miquelina Alves, um casarão “sui generis” construído em taipa de pilão e taipa de mão; também lhes mostrou o casarão que foi residência da Família Carneiro: por isso, o carneiro sobre o prédio e, além disso, os leões nos arcos (o leão é um símbolo de Veneza, na Itália), indicando que os proprietários eram originários de Veneza.

Marcelo Henrique mostrou, externamente, a Igreja Nossa Senhora do Rosário, a mais antiga de Amparo, construída por escravos em 1831, e, ainda, ao lado, próximo ao busto do dr. Paulino Recch, discorreu sobre o médico e botânico amparense que figura em enciclopédias alemãs e chinesas como “cientista brasileiro”.

A visita terminou no Parque Alonso Ferreira de Camargo, o conhecido “Jardim Público”.


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