Por: Ariovaldo Izac
02/03/2021
09:03

Há marcas no futebol que certamente serão insuperáveis. Quem, em são consciência, projeta que algum atleta quebre o recorde do ex-lateral-esquerdo Wladimir, que atuou seguidamente 161 partidas, nos tempos de Corinthians? Foi uma fase de março de 1983 a maio de 1985 em que ele evitou suspensão, assim como leves lesões de tornozelo e estado gripal não o afastaram do time.

Outro recorde dele provavelmente não seja batido: atleta que mais vezes participou de jogos do Campeonato Brasileiro: 268 vezes. E quem viver verá que nenhum outro, com passagem pelo Corinthians, será escalado em 806 partidas, trajetória iniciada em amistoso internacional contra o Besiktar da Turquia, Istambul, em junho de 1972 - com goleada corintiana por 3 a 0 -, até aquele 2 a 2 no amistoso contra o Esportivo de Passos Fundo (MG), em dezembro de 1987.

No período de intensa cobrança a atleta do Corinthians, pelo longo período de jejum de títulos, na década de 70, Wladimir foi poupado por ter sido prata da casa e estilo caracterizado por reconhecida garra e segurança na marcação. A recompensa pela regularidade foi convocação à Seleção Brasileira a partir de 1977, mas após empate sem gols com a Colômbia em Bogotá, pelas Eliminatórias à Copa do Mundo daquele ano, foi relegado da competição e se diz injustiçado.

Wladimir foi um dos líderes da 'Democracia Corintiana', durante o biênio 1982/83, quando jogadores participavam de decisões sobre futebol, inclusive abolindo-se regime de concentração. Três anos depois trocou de camisa, para defender o Santo André. Dali foi para a Ponte Preta, mas em 1987 retornou ao Corinthians, não mais como lateral, e sim na quarta-zaga, numa época em que desconsideravam baixa estatura para zagueiros, pois ele tem 1,69m de altura.

Últimos clubes na carreira foram Cruzeiro e Santos, quando tinha 35 anos de idade. E do Corinthians não esconde a mágoa de sequer ter sido homenageado pelos serviços prestados, assim como esperava lembrança para ajudar na formação de garotos da base, como era praxe no clube décadas passadas, com ídolos como Luizinho, Baltazar e Cabeção.

Paulistano Wladimir Rodrigues dos Santos vai completar 67 anos em agosto, e se orgulha do sucesso obtido pelo filho Gabriel como lateral-direito de São Paulo, Fluminense, Grêmio, e passagens na Grécia e Estados Unidos. 


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