Por: Ariovaldo Izac – jornalista esportivo
30/06/2020
12:00

Imaginem se hoje, quando o mundo contesta com veemência o racismo, alguém ousaria apelidar o saudoso goleiro Orlando de 'gato preto'? Pois assim ele era identificado nos anos 60, quando se revezava na meta da Portuguesa com o igualmente falecido Félix. O próximo 19 de julho marca o 13º ano da morte de Orlando, após quatro meses internado em São Paulo. Ele foi vítima de AVC (acidente vascular cerebral) quando faltavam seis dias para completar 67 anos de idade.

O carioca Orlando Alves Ferreira pode não ter sido um goleiraço, mas pegava as bolas defensáveis na passagem pela Lusa de 1963 a 1974. Ele só foi fixado como titular com a transferência de Félix para o Fluminense, cuja trajetória culminou com ingresso na Seleção Brasileira e conquista do tricampeonato mundial na Copa de 1970.

Orlando jogou num período em que eram raros goleiros negros. Exemplos marcantes se resumiram a Barbosa, Veludo, Barbosinha, Mão de Onça. Dimas Monteiro, Tobias, Jairo e Ubirajara Alcântara de Flamengo e Botafogo (RJ), eleito pelo júri do programa de televisão ‘Discoteca do Chacrinha’ o negro mais bonito do Brasil em 1971.

Ubirajara também entrou para a história do futebol como o primeiro goleiro a marcar gol, em partida contra a Portuguesa carioca. Ao chutar a bola de sua área, o objetivo era que atingisse o campo adversário. Todavia, empurrada pelo forte vento, traiu o goleiro adversário.

Antes disso havia registro de gol de goleiro em circunstância diferente. Em 1964, numa excursão da Lusa pelos Estados Unidos, após o nono gol contra o Massachusetts, o goleiro Félix foi jogar de centroavante para permitir a entrada de Orlando na posição. E curiosamente ele marcou o décimo gol luso, numa partida que terminou 12 a 1.

Barbosa, morto em 2000, foi goleiro de inesgotáveis virtudes no Vasco, porém ficou marcado pelo gol que sofreu do atacante uruguaio Ghiggia na Copa do Mundo de 1950, na derrota brasileira na final por 2 a 1, no Estádio do Maracanã.

Barbosinha esquentou o banco de reservas do Timão até 1967, quando foi fixado como titular. Um ano depois, tido como frangueiro por torcedores, perdeu espaço no clube, que voltou a contar com goleiros negros nas chegadas de Tobias e Jairo nos anos 70, e posteriormente com o alagoano César, baixinho de qualidade técnica discutível, em meados da década de 80.


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