Por: A Tribuna
14/06/2021
15:06

Resiliência é a palavra que define a conquista histórica da judoca amparense Maria Suelen Altheman no Mundial de Judô, que acontece em Budapeste, Hungria. Foram onze anos tentando e, no sábado, 12 de junho, ela encerrou, de maneira espetacular, uma incômoda sequência de derrotas seguidas para a cubana Idalys Ortiz. Eram 17 confrontos e 17 vitórias para Ortiz em competições oficiais da FIJ.  

Suelen não só venceu, como garantiu a segunda medalha para o Brasil na competição, um bronze com sabor de ouro. Na mesma categoria, Beatriz Souza também conquistou uma medalha de bronze e o Brasil fez dobradinha no pódio das pesadas.  

Ortiz é um dos maiores nomes dessa categoria. Tem três medalhas olímpicas, uma de cada cor, e oito pódios mundiais, entre os quais dois títulos conquistados justamente sobre a brasileira.  

“A gente já se conhece há muito tempo. Eu tenho uma trajetória de várias derrotas para ela. Então, foi realmente, para lavar a alma ganhar dela num Campeonato Mundial. Os meus dois Mundiais que fiquei com a prata fui derrotada por ela. É uma atleta que eu respeito muito, tem várias medalhas olímpicas e mundiais. Mas, fiquei muito feliz. Muito feliz mesmo”, comemorou Maria Suelen. “Eu entrei mais tranquila e eu venho treinando bastante para lutar com ela. Nessas várias lutas que a gente fez, eu perdia de um estilo diferente. E agora deu tudo certo, meus técnicos sempre em cima de mim mostrando como lutar com ela. Independente de resultado eu queria estar ali, feliz, e foi o que aconteceu.” 

Com o bronze neste Mundial, Maria Suelen soma 1000 pontos no ranking mundial classificatório para os Jogos Olímpicos. O anúncio da equipe convocada pela CBJ para Tóquio será no próximo dia 16 de junho, ao vivo, no Canal Brasil Judô, no Youtube. 


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