Por: A Tribuna
15/03/2021
14:03

Anderson Ponciano joga em times da Suécia desde 2010, mas, desde o ano passado, a saudade passou a ser sua grande adversária. Sem a família brasileira por perto e sem o calor da torcida nos estádios, por causa da pandemia, o atleta tem aprendido a lidar com o carinho e admiração de fãs pelo meio virtual.

“Acho que o torcedor não deixou de torcer, muitos estão acompanhando o mercado da bola e seus respectivos times pela internet, onde tem muita conversa em torno de especulações, transferências, novos técnicos, etc. Mas, claro, estamos todos na expectativa que tudo isso acabe logo e o torcedor possa voltar aos estádios”, afirma o artilheiro do United IK, time que vai disputar a segunda divisão do campeonato sueco neste ano.

Anderson contou que no país europeu, apesar das diferenças culturais com o Brasil, a torcida é muito acolhedora e apoia o time independente das derrotas.

“A torcida na Suécia é bem diferente da do Brasil. Aqui eles te apoiam se você ganha ou perde. Se a equipe de futebol é de alguma cidade do interior, por exemplo, a torcida adversária é muito educada, bate palma se você faz uma jogada boa ou se erra”, conta. “No Brasil, jogar em um time do interior é uma pressão enorme dos torcedores. Eles te xingam, xingam sua família e sua qualidade técnica”, relembra.

Apesar das diferenças, o jogador afirma que nos dois países existe um amor inexplicável pelo futebol. 

“Times grandes, como Aik, Hammarby e Malmö - time que revelou Zlatan Ibrahimovic, ídolo na Suécia - as torcidas organizadas são muito apaixonadas pelos times, mas não tem confrontos entre as adversárias”, pontua.

Com relação à pandemia, o atleta afirma que a presença da torcida no estádio faz diferença nas partidas.

“Acho que isso varia para cada jogador. Enquanto uns crescem com a presença de torcedores, outros não fazem questão.  Para mim é muito importante ter o apoio do torcedor para empurrar o time a alcançar o resultado”, finaliza.

Carreira

Anderson Ponciano, de 31 anos, é um jogador de futebol brasileiro, nascido na Baixada Santista (SP), que atualmente vive na Suécia. Aos 19 anos alcançou o sonho de ser um jogador profissional e estrelar em um time da Europa, mas antes de seguir carreira internacional, foi jogador das categorias de base dos times: Associação Atlética Portuguesa Santista e Associação Esportiva Santacruzense, ambos do interior paulista.


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