foto de Evolução Ambiental no Brasil foi tema evento
Dr. Arantes, como é conhecido, além de perito e auditor ambiental, é professor internacional, autor de livros sobre perícias ambientais, avaliação de imóveis rurais, entre outros, foi um dos autores da Cartilha “Valoração de Áreas Ambientais” do Instituto
Por: Da redação de A Tribuna
17/07/2019
11:07

A Associação dos Arquitetos, Engenheiros, Agrônomos e Agrimensores da Região de Amparo (AAEAA Amparo) realizou no último sábado, 13 de julho, um evento para seus associados e convidados com reflexo em toda sociedade, no tocante ao meio ambiente.

Trata-se de uma palestra de quatro horas com o Mestre Engenheiro Agrônomo e Auditor AmbientalCarlos Augusto Arantes que abordou o tema “Valoração de Áreas Ambientais”.

Dr. Arantes, como é conhecido, além de perito e auditor ambiental, é professor internacional, autor de livros sobre perícias ambientais, avaliação de imóveis rurais, entre outros, foi um dos autores da Cartilha “Valoração de Áreas Ambientais” do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (IBAPE/SP), conteúdo este destinado a peritos, assistentes técnicos judiciais e profissionais afins que atuam em avaliação de imóveis com características ambientais, ou seja, genericamente para nossa região são imóveis que originalmente contém florestas nativas do bioma Mata Atlântica ou deveriam conter.

A boa notícia é que com a metodologia preconizada na Cartilha, áreas de florestas nativas que até pouco tempo eram consideradas sem valor financeiro ao produtor rural, apesar de trazerem imensos benefícios (diretos e indiretos) à sociedade, passam a ser bem valorizadas, não obstante, podendo chegar a até 5 vezes o valor da terra nua, dependendo de seu estágio de conservação ou restauração ecológica.

Trata-se de uma evolução no Brasil, pois a valoração destas áreas soa como incentivo à conservação e restauração de florestas nativas e, cada vez mais, a nossa bacia hidrográfica vai se restaurando ecologicamente, criando um ambiente mais saudável para todos, guardando um banco genético de plantas e animais tão importantes para nosso desenvolvimento, além de ter mais recursos hídricos (água) à disposição, haja vista que floresta nativa do bioma Mata Atlântica está diretamente ligada à proteção e produção de água em quantidade, qualidade e regularidade.

O evento foi motivado pelas várias desapropriações que vêm ocorrendo na região pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo para a construção da "Barragem de Duas Pontes" (município de Amparo) e da "Barragem Pedreira", ou seja, neste momento quem obedeceu às leis e conservou ou restaurou florestas nativas certamente será justamente indenizado quando da avaliação de seus imóveis.

Para proprietários rurais em geral, cujos imóveis não são objetos de avaliação, a conservação ou restauração de florestas nativas, além de trazer ganhos para si e a coletividade, podem trazer recursos financeiros com a venda de áreas de florestas como compensação ambiental para empreendedores que fazem licenciamentos ambientais ou precisam regularizar seus imóveis ou empresas, e também, a legislação prevê Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), cuja aplicação na norma ainda está em seu início. Observemos, como exemplo, o pagamento por serviços ambientais a proprietários rurais no município de Extrema/MG, onde os mesmos recebem para  proteger minas d´água, mantendo e melhorando a vegetação natural. Com isso ganha o proprietário e a coletividade em geral.


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