Por: A Tribuna
17/01/2024
15:01

O mês ainda é de férias escolares, mas os pais e responsáveis já iniciaram a compra de material para o ano letivo. A lista costuma ser composta por grande quantidade de itens, como livros e cadernos, que fazem volume significativo na mochila e, ao carregá-la, pode trazer problemas, principalmente para os ombros e coluna.

De modo geral, as mochilas devem ser confortáveis, com o peso não mais que meio quilo quando vazias, além de não ultrapassar 10% do peso da criança quando cheia, ressalta o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cotovelo e Ombro (SBCOC), Carlos Henrique Ramos. “Na volta às aulas, percebemos um aumento nas queixas causadas pelo uso inadequado da mochila, especialmente nos ombros e coluna. É importante que o tamanho de sua altura não seja muito grande, não ultrapassando a cintura (no máximo 5 cm abaixo desta) e sua largura também não deve ser maior que o dorso da criança”, fala. “Outra medida a ser observada é quanto às tiras que, de preferência, devem ser acolchoadas, reguláveis para manter a mochila rente ao corpo, com largura mínima de 4 cm e contendo o cinto abdominal regulável, que evita balanços e distribui melhor o peso”, completa.

O especialista lembra que a mochila jamais deve ser carregada apenas com um ombro. “Isso desequilibra a distribuição do peso, fazendo com que os músculos do ombro, principalmente o trapézio, fique sobrecarregado, mantendo um ombro mais alto que o outro para compensar o desequilíbrio e isto pode ocasionar dor ou lesão muscular”, esclarece.

As mochilas de rodinha são boas alternativas quando mais pesadas, mas também requerem atenção: “Se puxadas de maneira incorreta, podem trazer problemas. A haste precisa ter a altura adequada, de modo que a coluna fique reta, devendo ser puxada com apenas um braço. Importante neste caso a boa acessibilidade para subir e descer escadas”, pontua.

O presidente da SBCOC lembra que o ombro é uma das articulações mais complexas do corpo, com um papel fundamental para a realização de diversos movimentos com os braços. “A sobrecarga nessa região pode desencadear desconforto e dor muscular ou desvios posturais. Quando há qualquer reclamação ou sinal de dor no ombro pela criança, é importante procurar um ortopedista que atue nesta área, para identificação de eventuais lesões e orientação correta do tratamento”, salienta. “Nas situações relacionadas às mochilas, geralmente são orientadas adequação do peso, mudanças na rotina e postura, recomendação para fisioterapia e/ou prática de atividade física, com fortalecimento e recuperação no equilíbrio da musculatura”, conclui.


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