Por: A Tribuna
07/07/2021
09:20

Na última semana, o presidente do Conselho Municipal de Cultura (Comcult) de Amparo, Diego Mozer, recebeu um ofício enviado pelo secretário municipal de Cultura e Turismo, Paulo Fernandes, solicitando o seu desligamento do conselho. No ofício, Paulo Fernandes, que, além de secretário municipal de Cultura e Turismo, acumula o cargo de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, alegou motivos de ordem particular para sua saída e indicou a assessora da pasta, Gisele Ramalho, para ocupar a cadeira de titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Para a cadeira de suplente, o secretário indicou Maria Clery Zaniquelli, assessora da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. A alteração foi confirmada pela Portaria nº 089, publicada no Jornal Oficial de Amparo, edição de 5 de julho.

Motivos para sair

Questionado sobre os motivos que levaram ao pedido de desligamento do Conselho, o secretário Paulo Fernandes afirmou que “a Cultura já está trilhando o caminho próprio para sua independência, que é o que sempre quis, e por isso não vejo necessidade da minha participação no Conselho”, disse o secretário.

Paulo Fernandes deixou claro que a porta de sua sala sempre estará aberta para os membros do Comcult, mas que seus assessores irão representar bem o Poder Público. “Acho que agora estou na posição de receber as propostas do Comcult e, junto com o prefeito, caso entendermos possível, executar os projetos. Inclusive estou aguardando um projeto plurianual que solicitei para os membros do conselho para que possa analisar junto com o prefeito”, disse Paulo Fernandes.

Problemas na comunicação

Para o presidente do Comcult, Diego Mozer, com a saída do secretário municipal de Cultura e Turismo, Paulo Fernandes, a comunicação entre a sociedade civil e o Poder Público, que já era difícil, pode piorar. “O problema é que, sem a efetiva participação do secretário no conselho, perdemos qualquer via de diálogo e construção com o Poder Público. Percebemos, na prática, que outros representantes da Secretaria não têm as informações, muito menos a autonomia para as deliberações do Conselho. Qualquer diálogo, que já era difícil, agora fica inexistente”, afirmou Diego Mozer.

Em apenas seis meses de gestão, a relação entre o secretário e os membros do Conselho, que começou bem em uma reunião realizada na extinta Casa do Teatro, parece ter se esgotado. “O senhor secretário saiu do Comcult sem nos dar nenhuma explicação. Recebi o comunicado via ofício, e foi apenas isso desde então. Já tem um tempo que temos dificuldade de sermos ouvidos como Conselho. O secretário não compareceu há algumas reuniões e, quando o questionamos, ele colocou regras e condições para a sua participação. Além disso, o Festival de Inverno de Amparo, que hoje é a mais tradicional política pública de Cultura do município, foi feito totalmente sem consulta ao Conselho, mesmo este requisitando a participação e apontando problemas no processo, que, inclusive, foram muitas vezes ignorados”, finalizou o presidente do Comcult, Diego Mozer.


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