Por: A Tribuna
31/03/2021
12:03

Em meio ao pior momento da crise causada pela pandemia da Covid-19, com números crescentes de contaminados e de pessoas sendo internadas para tratamento, a Santa Casa Anna Cintra, hospital que atende Amparo e as cidades da região, corre o risco de perder nove leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas para tratamento de pacientes com Covid-19.

Segundo a presidente do hospital, Patrícia Marcondes, o acordo entre a Santa Casa e o Estado de São Paulo para o custeio dos leitos de UTI vencem no dia 5 de abril. “Já pedimos a renovação dos acordos para manter todos os leitos abertos, mas até o momento ainda não tivemos resposta do Estado”, disse a presidente.

Caso a renovação não aconteça, o hospital, que hoje tem 20 leitos de UTI, terá que fechar nove leitos, mantendo apenas 11 funcionando. “Sem a renovação teremos condições financeiras de manter apenas os 11 leitos que já possuem pactuação com o Estado. Isso acontecerá a partir do dia 6 de abril”, afirmou Patrícia Marcondes. Além do hospital, a Prefeitura Municipal de Amparo também já solicitou a renovação do acordo para manutenção dos leitos, e segue aguardando respostas do Estado.

Garantia de medicamentos até dia 10

Outro problema grave que a Santa Casa Anna Cintra está enfrentando é a falta de medicamentos sedativos para intubação. Em nota publicada no dia 27 de março, em suas redes sociais, o hospital informou que tinha estoque para apenas cinco dias de medicamentos utilizados para o processo de intubação e sedação dos pacientes Covid-19. A nota informou que esse é um problema que está acontecendo em todo o país, devido ao alto consumo por parte dos pacientes e pelo tempo de internação.

No mesmo dia da publicação da nota, a Santa Casa recebeu 200 kits de sedação, enviados pelo Governo do Estado de São Paulo. A Prefeitura também conseguiu realizar a compra de mais uma quantidade de medicamentos, que será entregue nos próximos dias, que, segundo a presidente da Santa Casa, garantira o atendimento adequado até o dia 10 de abril. O valor investido pela Prefeitura na compra desses medicamentos será descontado do convênio existente entre a Prefeitura e a Santa Casa Anna Cintra.

A direção da Santa Casa determinou a racionalização do uso dos estoques da medicação em falta e reuniu todas as suas coordenadorias, em caráter de urgência, para adoção de todas as medidas necessárias e alternativas para cuidados e atenção aos pacientes de maneira a se evitar a intubação.

Notificação ao MP

A diretoria da Santa Casa notificou o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), no dia 25 de março, sobre a dificuldade de realizar a compra desses medicamentos junto aos laboratórios e empresas de fornecimento de medicamento. De acordo com as empresas que fornecem esses medicamentos, toda a produção está sendo confiscada pelo Governo Federal, impedindo a compra direta por diversos hospitais.

 


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