Por: A Tribuna
10/11/2021
15:30

Depois de abrir as portas do mundo ao queijo brasileiro em 2016, ao conquistar pela primeira vez uma medalha de ouro no concurso World Chesse Awards, a Fazenda Atalaia voltou, cinco anos depois, a participar do concurso internacional, reconhecido como um dos mais importantes do mundo, e voltou para casa duas medalhas.

Na 33ª edição do concurso World Chesse Awards, realizada na cidade de Oviedo, na Espanha, a Fazenda Atalaia conquistou duas medalhas de bronze, com os queijos Tulha e Caprinus, mostrando mais uma vez o potencial e a qualidade da produção artesanal do queijo brasileiro. O queijo Tulha, que ganhou a medalha de ouro em 2016, é um queijo de leite de vaca, maturado por cerca de 12 meses, enquanto o queijo Caprinus, é um queijo de leite de cabra, maturado por cerca de 9 meses.

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Queijo Tulha, da Fazenda Atalaia
medalha de bronze no 33º World Cheese Awards/Foto: Divulgação
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Queijo Caprinus, da Fazenda Atalaia
medalha de bronze no 33º World Cheese Awards/Foto: Divulgação

Para Rosana Rezende e Paulo Filho, que representaram a Fazenda Atalaia no concurso, a representatividade do Brasil está crescendo muito nesses concursos. “Participamos uma vez e ganhamos. Agora voltamos e ganhamos mais medalhas, isso mostra que temos abertura para participar e ter bons resultados nestes concursos”, disse Paulo Filho, que ainda estava na Espanha quando conversou com a reportagem do Jornal A Tribuna.

Competição importante

O grande campeão desta edição foi o queijo de cabra Olavidia, da marca espanhola Quesos y Besos, considerado o melhor entre mais de quatro mil queijos avaliados. “Para se ter uma ideia da grandeza deste concurso, considerado o mais importante do mundo, participaram mais de 40 países. Praticamente todos da Europa e mais queijos da América do Sul, dos EUA e até do Japão”, disse Paulo Filho.

O Brasil apresentou cerca de 40 exemplares e conquistou 14 medalhas, entre ouro, prata e bronze. As medalhas de outo foram para o queijo catarinense Vale do Texto, produzido pela Pomerode, e o mineiro Serra das Antas, tipo Reblochon.

Problemas na exportação

O Brasil, assim como alguns outros países, enfrentou problemas para entrar com seus queijos na Espanha e teve prejuízo em sua participação geral. A falta de acordos de exportação de produtos lácteos entre o Brasil e União Europeia acabou fazendo com que diversos queijos brasileiros não pudessem sem enviados e outros acabaram chegando atrasados e ficaram sem todas as avaliações. De acordo com Paulo Rezende, existiu um acordo entre os organizadores do concurso e todos os produtores, mas faltou acertar alguns detalhes com a aduana na Espanha. “Nós estávamos com tudo de acordo, e por isso gostaríamos de agradecer a Prefeitura Municipal de Amparo pelo constante apoio e agilidade na elaboração dos protocolos, documentos e também ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM), de Amparo, e a toda sociedade amparense, que desde o início continua nos apoiando na trajetória de difusão de queijos artesanais autorais”, disse Paulo Rezende.

Fazenda Atalaia

“A primeira medalha que conquistamos foi totalmente inesperada e foi uma abertura de portas para o queijo brasileiro, além de ter nos transformado em referência até hoje”, disse Paulo Rezende. Já Meiri Cardoso, responsável pelo Departamento de Comunicação, Cultura e Arte da Fazenda Atalaia, “o prêmio fez com que a Fazenda passasse a ser muito mais visitada e tivemos que nos organizar para atender toda essa nova demanda”. Além da principal atividade econômica da propriedade, que é a produção de derivados de leite e outros produtos artesanais, com mais de 30 produtos no catálogo, hoje a Fazenda Atalaia oferece uma loja de produtos, um café da manhã, almoço e uma visita histórica guiada que contextualiza a propriedade desde a expansão da cultura do café, após a década de 1850, até os dias de hoje. Todas as atividades e como participar podem ser encontradas no site www.fazendaatalaiaamparo.com.br.

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O queijo Tulha, da Fazenda Atalaia, ajudando a divulgar a cidade de Amparo para o mundo/Foto: Divulgação

 


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