Por: Portal G1
20/11/2019
18:00

A indústria da região de Campinas (SP) registrou a pior geração de emprego dos últimos quatro anos em um mês de outubro. De acordo com dados do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-SP), foram fechados 300 postos de trabalho no setor em 2019, pior número desde 2015, quando houve a demissão de 1,9 mil pessoas no mês.

Segundo levantamento feito pelo G1, com base em dados disponibilizados pelo Ciesp, o outubro com saldo de emprego mais alto na indústria de Campinas nos últimos quatro anos foi 2017, com a abertura de 650 vagas. Na contramão, antes do novo recorde histórico do mês registrado neste ano, o pior índice havia sido no ano passado, com a contratação de 250 pessoas.

Ainda de acordo com o levantamento feito pelo portal, o acumulado de 2019 também foi o pior dos últimos quatro anos. Segundo o balanço do órgão estadual, a região de Campinas perdeu 4 mil postos de trabalho de trabalho na indústria de janeiro a outubro. O número foi o mais alto desde 2015, quando 5,6 mil vagas foram fechadas.

Os dados do Ciesp ainda apontam saldo negativo no acumulado dos últimos 12 meses. Segundo o órgão, foram demitidos 5,2 mil funcionários no período, o que equivale a uma variação negativa de 3,29%.

O setor que mais contribuiu para o fechamento de postos de trabalho em outubro deste ano foi equipamentos de transporte (-3,67%), seguido de produtos alimentícios (-2,59%), produtos de madeira (-1,95%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-1,63%).

á as áreas que mais tiveram demissões entre janeiro e outubro deste ano foram: móveis (-18,71%), produtos de madeira (-14,63%), artefatos de couro, calçado e artigos para viagem (-12,50%), produtos diversos (-11,97%) e equipamentos de transporte (-10,99%).

A regional do Ciesp em Campinas atende 500 empresas instaladas em Águas de Lindóia, Amparo, Artur Nogueira, Conchal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Itapira, Jaguariúna, Lindóia, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Paulínia, Pedreira, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Sumaré e Valinhos. Entre elas, há 58 multinacionais e 442 nacionais, que faturam, em média, R$ 37 bilhões por ano


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