Por: A Tribuna - fonte - Metropole
09/01/2023
00:00

“O pau tá quebrando [mostra com o celular a parte externa]. Tô nem aí. Tô de férias. Dinheiro tá na conta. Obrigado amigos patriotas, pessoal de Amparo, do TG ajudaram a gente aí, muitos amigos patrocinando a gente aí com o pix”. A frase é do instrutor de voo livre Samuel Faria, em um vídeo feito dentro de um gabinete parlamentar, no Congresso Nacional. Ele afirma ter sido financiado por meio de transferências bancárias, via Pix, para participar dos atos golpistas deflagrados neste domingo, 8 de janeiro, em Brasília (DF). Em consulta a rede social Facebook Samuel indica ser morador de Socorro (SP).

Em outro vídeo, Faria aparece sentado na cadeira do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD). Com um homem cantando ao fundo, como se estivesse entoando um cântico religioso, o instrutor afirma: “Muita bomba lá fora, olha [sic] os estouros. A polícia do congresso, nós pusemos pra correr. Agora aqui é do povo.” Com os pés sobre uma mesa, Faria afirma se sentir um parlamentar, enquanto manifestantes se confrontam com a polícia fora do prédio.

Ao menos 300 pessoas foram presas por invasão e depredação das sedes dos Três Poder no domingo, não há informações se Samuel estaria entre os detidos. Na segunda-feira, dia 9, mais 1200 pessoas teriam sido detidas.

MPSP promete punir “autores dos atentados”

O procurador-geral de Justiça paulista, Mario Sarrubbo, afirmou que o Ministério Público de Sâo Paulo (MPSP) condena as “cenas criminosas” registradas neste domingo no Distrito Federal, “capital de todos os brasileiros.”

Ele garantiu que os autores dos atentados à democracia, assim como seus financiadores, serão levados “às barras dos tribunais.”

Ele comparou os atos antidemocráticos do DF aos ocorridos nos EUA, em 2021. Quando a vitória de Joe Biden (Partido Democrata) foi anunciada, milhares de simpatizantes de Donald Trump forçaram a entrada do Capitólio, alegando fraude nas votações. Após um ano da invasão, o número de pessoas presas e indiciadas ultrapassava 725.

Sarrubbo afirma que o ato golpista realizado neste domingo em Brasília simboliza “o desprezo que esses grupos nutrem pela vontade popular materializada nas urnas e sua aposta na desordem como meio para subverter as regras do jogo democrático.”

Ele frisa que isso, porém, “não ocorrerá.”

“À imensa maioria do povo brasileiro, que em virtude de seu respeito pelos valores republicanos se pauta sempre pela lei, o Ministério Público renova o seu compromisso de, ao lado os outros atores do sistema de Justiça, rechaçar as investidas contra a nossa democracia”, afirmou o procurador-geral. (fonte Metropole)

 


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