Por: A Tribuna
09/01/2024
16:01

A pesquisa "Finanças para os Filhos: Dinheiro é Coisa de Adulto?", conduzida pela Serasa em colaboração com o Instituto Opinion Box, revela que 39% dos progenitores brasileiros adotam a prática de conceder mesada aos seus filhos. Apesar de ser uma estratégia reconhecida de educação financeira das famílias, a maioria, representando 61%, opta por não oferecer mesada aos filhos. O estudo aponta, ainda, que dos pais que adotam essa prática, 62% adotam uma frequência mensal, distribuindo valores de até R$ 100,00. As finalidades principais da mesada são destinadas a "comprar lanche na escola" e "ensinar a criança a poupar para o futuro".

O hábito é mais prevalente na faixa etária de 6 a 11 anos (54%), seguida pela faixa de 15 a 18 anos (45%). André Minucci, mentor de empresários e especialista em finanças, ressalta que só a conversa não é suficiente; é crucial dar o exemplo, pois as crianças aprendem por meio da imitação. Ele destaca a importância de integrar os filhos nas atividades cotidianas e nas pequenas decisões financeiras.

Minucci argumenta que além de envolvê-los nessas situações, é essencial incentivar uma relação mais saudável com o dinheiro, preparando as próximas gerações para um planejamento financeiro mais eficiente. “Nem todos os pais conseguem se organizar e poupar, muitas vezes devido à falta de uma educação financeira precoce”.

De acordo com o mentor, um ponto crucial da educação financeira é desenvolver a habilidade de gerenciar o dinheiro. A mesada, segundo ele, pode ser uma ferramenta eficaz nesse processo, mas a orientação e acompanhamento dos pais são imprescindíveis, não bastando apenas entregar o dinheiro aos pequenos.

Além disso, a prática da mesada facilita um diálogo aberto sobre dinheiro entre pais e filhos, oferecendo aos progenitores a oportunidade de ensinar princípios financeiros e responder às dúvidas das crianças. Portanto, é fundamental capacitar os pais com habilidades emocionais por meio de treinamentos de inteligência emocional, capacitando-os a tomar decisões financeiras mais conscientes e equilibradas.

Dicas para a mesada dos filhos

Entretanto, é crucial que os pais estabeleçam regras claras e orientem seus filhos na administração da mesada, ajustando o valor conforme a idade e o nível de maturidade financeira de cada criança. André dá algumas dicas: 

Estabeleça Objetivos Claros:

Defina claramente os objetivos da mesada, seja para ensinar a criança a poupar, desenvolver responsabilidade financeira ou permitir que ela aprenda a fazer escolhas inteligentes.

Ajuste o Valor Conforme a Idade:

Adapte o valor da mesada de acordo com a idade e as necessidades da criança. Um valor adequado proporciona desafios realistas, incentivando o aprendizado financeiro gradual.

Promova o Diálogo Aberto:

Utilize a mesada como uma oportunidade para discutir abertamente questões financeiras com seus filhos. Esteja disponível para responder a perguntas e oferecer orientações.

Envolva as Crianças nas Decisões Financeiras:

Inclua seus filhos em pequenas decisões financeiras do dia a dia, como compras de supermercado ou escolhas de lazer. Isso os ajuda a compreender melhor como o dinheiro é utilizado.

Estimule o Planejamento Financeiro:

Incentive seus filhos a criar metas financeiras pessoais, ensinando-os a planejar e a definir prioridades. Essa prática contribui para o desenvolvimento de habilidades de planejamento a longo prazo.

Ensine Sobre Poupança e Investimento:

Explique a importância de poupar dinheiro para alcançar objetivos futuros. Introduza conceitos básicos de investimento de maneira compreensível para a faixa etária da criança.

Estabeleça Limites e Regras Claras:

Defina regras específicas sobre como a mesada deve ser utilizada. Isso pode incluir a divisão do valor para diferentes finalidades, como diversão, economia e doações.

Seja um Exemplo:

Demonstre boas práticas financeiras em sua vida cotidiana. As crianças aprendem muito observando o comportamento dos pais, por isso, seja um modelo positivo em relação ao uso responsável do dinheiro.

“Lembre-se de que a abordagem pode variar conforme a idade e personalidade de cada criança, sendo importante ajustar as estratégias conforme necessário”, finaliza André. 


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