foto de Novo Telescópio do Polo Astronômico de Amparo
Essa Lei foi criada com o propósito de coibir o surgimento em torno do Polo de poluição luminosa que venha a atrapalhar as atividades do Observatório
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05/07/2019
14:07

Já está em funcionamento no Observatório do Polo Astronômico de Amparo no Circuito das Águas Paulista, o novo Telescópio Refletor de 650mm de abertura. Trata-se do maior telescópio em funcionamento no Estado de São Paulo e o maior do Brasil dedicado à divulgação astronômica e regularmente aberto para a visitação pública. Existem apenas outros dois telescópios maiores operando no Brasil (um no Observatório Astrofísico Brasileiro, em Brasópolis  - MG) e outro do Observatório Nacional operando em Itacuruba- PE), mas são equipamentos dedicados exclusivamente à pesquisa científica e, portanto, não são utilizados para observações abertas ao público. Assim, dentre todos os telescópios em operação no Brasil, usados em observações abertas para a participação do público, o do Polo Astronômico é que o que oferece as melhores condições de observação. 

Como funciona


Basicamente, os telescópios são equipamentos que coletam luz e fornecem imagens ampliadas de objetos distantes. Existem diversos tipos de telescópios. Alguns utilizam apenas lentes. São os telescópios refratores ou lunetas astronômicas. Outros funcionam por meio da combinação de lentes e espelhos especiais. São os telescópios refletores. É o caso desse novo equipamento instalado no Polo Astronômico de Amparo. Ele tem como componente óptico principal um espelho parabólico com 650mm de diâmetro. Esse espelho coleta cerca de 14.000 vezes mais luz do que o olho humano, proporcionando, assim, condições para a observação de milhões de objetos celestes muito pouco brilhantes e que não são visíveis a olho nu, como estrelas, nebulosas e galáxias. Esse espelho parabólico funciona como o “olho do telescópio”. Além de ter uma área coletora de luz muito maior do que a do olho humano, ele também oferece um poder de resolução (capacidade de separar pontos próximos entre si) muito maior do que a nossa visão. Quanto maior o espelho principal de um telescópio refletor, maior será o seu poder de resolução. Isso é importante para a observação de detalhes na superfície da Lua e dos planetas, por exemplo. 
A imagem fornecida pelo espelho principal é ampliada por uma lente chamada ocular, que projeta no olho do observador uma imagem ampliada e bem mais brilhante. 

O que será possível observar?


Fundamentalmente, os objetos celestes mais acessíveis aos telescópios são a Lua e os planetas: Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Esses dois últimos estão atualmente bem visíveis no céu. Além de imagens de alta resolução da superfície lunar, esse novo telescópio do Polo Astronômico oferece imagens muito melhores dos planetas. Vários detalhes da atmosfera de Júpiter são visíveis, como suas faixas escuras e a Grande Mancha Vermelha. A visão de Saturno também é magnífica, com os seus belíssimos anéis. 
Nas noites de céu limpo e sem luar, também será possível observar melhor objetos celestes muito mais distantes e que estão fora do Sistema Solar. São os objetos de “céu profundo” como os aglomerados de estrelas, nebulosas e galáxias. 

Estrutura Completa


O Observatório do Polo Astronômico de Amparo tem uma estrutura única e diferenciada. Além desse novo telescópio, vários outros são usados nas sessões públicas e escolares, como outros três telescópios refletores de 360mm, 340mm e 200mm de abertura, um refrator de 150mm de abertura e ainda 02 telescópios para a observação solar. 
Também faz parte da estrutura do Polo um moderno Planetário Digital montado dentro de uma sala de projeções com domo de 8 metros. No Planetário, são realizadas simulações do céu estrelado e projeções hemisféricas com alto grau de imersão. 
A localização do Polo também é privilegiada, a cerca de 1.000m de altitude e em uma região sem poluição luminosa direta e que oferece excelentes condições para a observação do céu. Por força de Lei Municipal, a região ao redor do Polo é, inclusive, considerada como “Sítio para Observações Astronômicas”. Essa Lei foi criada com o propósito de coibir o surgimento em torno do Polo de poluição luminosa que venha a atrapalhar as atividades do Observatório. 


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