Por: A Tribuna
20/07/2021
10:07

Hoje, terça-feira, dia 20 de julho, a humanidade comemora os 52 anos da chegada do homem à Lua. No dia 20 de julho de 1969, às 17h17 (horário de Brasília), o módulo lunar (eagle) da missão da Apollo 11 aterrizava na Lua com dois astronautas a bordo: Neil Armstrong e Edwin A. Aldrin. Um terceiro homem, Michael Collins, permanecia em órbita no módulo de comando (Colúmbia). Momentos depois, o astronauta Neil Armstrong descia as escadas do módulo lunar e, exatamente, às 23h56, tornava-se o primeiro homem a pisar a Lua. “Este é um pequeno passo para o homem e um salto gigantesco para a humanidade”, disse Armstrong ao dar o primeiro passo. O momento era transmitido ao vivo para todo o mundo e era acompanhado por cerca de 600 milhões de pessoas.

A primeira viagem à Lua durou 102 horas e 45 minutos. O lançamento do foguete Saturno 5 no Cabo Canaveral, levando a Apollo 11, aconteceu no dia 16 de julho, às 10h32. No dia 24 de julho, os astronautas retornaram à Terra

O programa Apollo, que teve como objetivo levar o homem à Lua, foi lançado pelo então presidente John F. Kennedy, em 25 de março de 1961, e logo após o feito da União Soviética de levar o primeiro homem ao espaço Yuri Gagarin. Kennedy fez a promessa durante um discurso aos americanos e tinha como objetivo fazer com que os americanos vencessem a Guerra Fria.

O programa Apollo durou 11 anos, custou aos americanos US$ 25,4 bilhões, levou no total 12 astronautas e três módulos lunares a pousar na Lua e coletou 380 quilogramas de rochas, que continuam a revelar os segredos do satélite terrestre. A última missão à Lua aconteceu entre os dias 7 e 19 dezembro de 1972. A Apollo foi a primeira a chegar à Lua. Foram realizadas, ainda, as missões Apollo 12 (entre 14 e 24 de novembro de 1969), Apollo 14 (entre 31 de janeiro e 9 de fevereiro de 1971), Apollo 15 (entre 26 de julho e 7 de agosto de 1971), Apollo 16 (entre 16 e 27 de abril de 1972) e Apollo 17 (entre 7 e 19 de dezembro de 1972). Vale lembrar que a missão Apollo 13, em 13 de abril de 1970, foi abortada devido ao rompimento de um tanque de oxigênio no módulo de serviço, obrigando os astronautas a voltarem à Terra.

Quais os benefícios

A Agência Espacial American (NASA) estipula que o homem deve voltar à Lua somente em 2024. Ali, seria instalada uma base de apoio terrestre, facilitando uma viagem do homem até Marte. Muitos perguntam quais os benefícios da viagem do homem à Lua. A frigideira e todos os produtos feitos à base de teflon, tintas anticorrosivas aplicadas na maioria das estruturas metálicas, as atuais lentes de óculos mais resistentes, germicidas, filtros de água e ar usados por médicos e dentistas, supercolas à base de silicone são alguns dos produtos desenvolvidos para o homem chegar à Lua e que hoje são utilizados em todos os cantos do mundo.

Astronautas beberam água de Águas de Lindóia

Dados divulgados na região, porém não confirmados pela Nasa, mostram que Brasil também esteve na Apollo 11. A água que os astronautas Neil Armstrong, Edwin Adrin e Michael Collins beberam ao longo da viagem da Terra à Lua era de Águas de Lindoia. A prova seria uma nota fiscal original emitida em 1969 pela distribuidora de águas minerais Cervejaria Amazonas. Ela registra a compra pela NASA de cem dúzias de recipientes de meio litro. Ela se encontra emoldurada e exposta na Prefeitura da cidade.

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A prova seria uma nota fiscal original emitida em 1969 pela distribuidora de águas minerais Cervejaria Amazonas. Ela registra a compra pela NASA de cem dúzias de recipientes de meio litro.

As fontes de Águas de Lindóia teriam sido escolhidas pela NASA porque tinham elevado nível de radioatividade e as melhores e maiores propriedades diuréticas. A data da nota fiscal é de 2 de abril de 1969. O valor da compra foi de NCrs$ 226,00. O endereço para remessa era Missão Espacial Norte Americana – EUA, estabelecida no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Via Cabo Kennedy. Consta a observação “caixas com tampa para viagem”.

A água mineral era usada como fonte suplementar de consumo dos astronautas. As cápsulas espaciais do Projeto Apollo eram supridas com pouca quantidade de água. No decorrer da jornada espacial, o reservatório era abastecido por água portável da bateria do Módulo de Comando, como subprodutos. Os astronautas bebiam por meio de uma pistola de pressão para anular os efeitos da falta de gravidade ou produzir vazamentos no interior da nave.

O que aconteceu com os astronautas da Apollo 11?

Foi em 20 de julho de 1969 que os astronautas da Apollo 11 realizaram o primeiro e mais icônico pouso tripulado na Lua, onde completaram com sucesso o objetivo nacional estabelecido pelo presidente John F. Kennedy oito anos antes. O momento histórico foi transmitido em todo o mundo, e os astronautas voltaram em segurança em 24 de julho. Fizeram parte da missão os seguintes tripulantes:

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Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin à borda da Apollo 11 foram os
astronautas americanos que, no dia 20 de julho de 1969, aterrissaram na Lua

Neil Armstrong

Seu primeiro voo orbital foi em 1966, a bordo da missão Gemini 8. Já em julho de 1969, Armstrong comandou a célebre Apollo 11, e se tornou o primeiro homem a pisar na Lua. Apenas um ano depois, ele decidiu deixar a NASA e se aposentar como astronauta — ele só voltou à agência espacial depois para contribuir nas investigações do ocorrido com a Apollo 13 e da tragédia do ônibus espacial Challenger.

Posteriormente, Armstrong integrou o corpo docente da University of Cincinnati, universidade em que lecionou engenharia aeroespacial até 1979. De espírito aventureiro, em 1985 ele foi a uma expedição no Polo Norte. Ele faleceu em 25 de agosto de 2012, aos 82 anos.

Edwin "Buzz" Aldrin Jr.

A primeira missão de “Buzz” foi realizada em 1966, durante o voo espacial Gemini XII. Já em julho de 1969, ele foi o piloto do módulo lunar durante a Apollo 11, missão na qual se tornou o segundo homem a pisar na Lua.

Ele se aposentou como astronauta em 1971 e deixou a carreira militar algum tempo depois. Aldrin passou uma etapa da vida na luta contra a depressão e o alcoolismo e, em 1996, fundou uma empresa de projetos de foguetes. Hoje, é um grande apoiador de missões tripuladas em Marte.

Michael Collins

Collins foi o piloto do módulo de comando da Apollo 11. Antes, havia tripulado também a Gemini 10. A missão do programa Apollo foi a última de sua carreira espacial; depois, ele passou o restante das atividades como diretor do National Air and Space Museum, e atuou também como vice-presidente da Vought Corporation, entre outras organizações, além de ter escrito quatro livros. Michael Collins morreu em 28 de abril de 2021, aos 90 anos, após lutar contra o câncer.


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