A Prefeitura de Amparo realizou a tomada de preço para contratação de empresa especializada para a execução da obra de conclusão da Ponte Vecchio, incluindo fornecimento de materiais, máquinas, veículos, apetrechos, mão de obra e tudo o mais que se fizer necessário. A abertura dos envelopes dos proponentes aconteceu no dia 5 de dezembro, na sede da Prefeitura de Amparo. Duas empresas apresentaram as propostas que estão sendo analisadas pela Municipalidade através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano.
A comissão julgadora classificou as empresas Exata Construtora Ltda., que apresentou o valor de R$ 1.141.300,84, e a Engenharia Construção e Comércio Ltda., que apresentou o valor de R$ 1.168.166,33. Diante das propostas, foi aberto um prazo de cinco duas úteis para apresentação de possíveis recursos em relação à tomada de preço. O nome da empresa que vai realizar a obra deve ser anunciado após esse prazo.
A Ponte Vecchio, construída sobre o Rio Camanducaia, ao lado do Terminal Rodoviário, foi iniciada em 1995, na administração do então prefeito João Baptista de Campos Cintra. A obra não foi concluída e as administrações posteriores não tiveram interesse em terminar a obra. A alegação era que ocorreram erros na execução. Inicialmente, a ideia do prefeito Cintra era fazer uma ponte semelhante à existente na cidade de Florença, na Itália.
A não conclusão dessa obra fez com que a Ponte Vecchio se tornasse em Amparo um símbolo do pouco caso em relação à utilização do dinheiro público em obras. A proposta do prefeito Cintra era fazer da ponte uma atração turística do município, porém ele não conseguiu na sua administração concluir a obra. Por desinteresse ou até mesmo falta de vontade, os prefeitos que se sucederam não deram prosseguimento à obra e, somente agora, 27 anos depois do seu início, a ponte deverá finalmente ser concluída e vai se tornar uma atração turística de Amparo.
O caso da Ponte Vecchio em Amparo não é único no Brasil. São muitas as obras iniciadas em vários municípios do País que não são concluídas, na maioria das vezes por pirraça política e pouco caso de uma administração para com a outra. Todos os anos, são milhões de reais gastos em obras iniciadas e que não serão concluídas. Na realidade, isso é pouco caso com o dinheiro público.
Infelizmente, na legislação brasileira não estão previstas punições para o administrador que não dá continuidade a obras iniciadas pelo antecessor. Isso permite o mau uso do dinheiro público. Felizmente, em Amparo, após 27 anos, o município vai deixar de contar com uma obra que representava o pouco caso de uma administração para com a outra e, sobretudo, o desperdício do dinheiro do povo.
Dar continuidade a obras de uma administração para outra é respeito à população e principalmente ao dinheiro do povo.
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