Por: Celso Manzolli
10/02/2022
09:02

O papel da Defesa Civil em cada município – e em Amparo não tem sido diferente – é promover ações preventivas, de socorro, assistenciais, reabilitadoras e reconstrutivas, destinadas a evitar desastres ou minimizar seus impactos para a população, contribuindo para o restabelecimento da normalidade social. Dessa forma, através de sua atuação, a Defesa Civil de cada município colabora na redução dos riscos e dos danos eventualmente sofridos pela população em caso de desastres.

É, portanto, louvável a atuação de nossa Defesa Civil. Porém, há que se destacar que o município de Amparo tem passado incólume pelo período de grandes chuvas, as quais tanto têm assolado incontáveis municípios de vários estados brasileiros, sobretudo pela atuação de antigos prefeitos, gestores eficientes e de larga visão administrativa, sendo, portanto, uma questão de justiça destacar sua meritória atuação.

O primeiro deles, cuja atuação deve ser rememorada, é o prefeito Antonio Andreta (de 12/01/1962 a 30/11/1966), que, durante seu mandato, iniciou a retificação do Rio Camanducaia.

O segundo é o prefeito João Baptista de Campos Cintra (de 1º/12/1966 a 02/02/1970, de 02/02/1970 a 09/07/1975 e de 1º/01/1993 a 31/12/1996), que nos deixou recentemente, aos 90 anos de idade. João Cintra sucedeu Andreta no Executivo amparense e, no período de 1969 a 1974, saneou Amparo completando a retificação do Rio Camanducaia, iniciada por seu antecessor, saneando, igualmente, diversos córregos afluentes, com posterior organização das áreas ribeirinhas. Tanto é que, na época, os munícipes o apelidaram de “João Coragem” – personagem de uma antiga novela. Essas obras reduziram sensivelmente o perigo das cheias, as quais anualmente atingiam o município de Amparo.

O terceiro é o prefeito José Carlos de Oliveira (1º/01/1983 a 31/12/1988), que, já no dia de sua posse, arregaçou as mangas e, pessoalmente, coordenou o trabalho de construção de muros de pedra, visando à contenção da força das águas do Rio Camanducaia, obra essa que evitaria que Amparo sofresse novas enchentes pelas décadas que se sucederiam.

O quarto é o prefeito Luiz Oscar Vitale Jacob (de 1º/01/2013 a 31/12/2015 e de 1º/01/2016 a 31/12/2020), o qual, durante seus dois mandatos, abriu o “estrangulamento” que havia no Rio Camanducaia, nas imediações do Jardim São Dimas, além de promover diversos Mutirões de Limpeza, retirando toneladas de lixo do leito do Rio Camanducaia. Igualmente, o então prefeito Jacob solucionou problemas de “estrangulamento”, em decorrência do volume de chuvas, que havia no Camanducaia nas imediações da Vila Nova e do Bairro São Sebastião. Jacob determinou a reforma e o aumento da tubulação em diversos pontos do Rio Camanducaia, possibilitando a vazão maior de água para que as chamadas “trombas d’água” não causassem danos a Amparo. Foi grande o investimento nessa troca de tubulação em alguns bairros.

E, ainda, no Santa Maria do Amparo, Jacob teve a coragem de retirar uma antiga ponte que obstruía aquela região com detritos de madeira, galhos etc., que represavam, causando enchentes naquele bairro. Foi, eu me lembro, pois era vice-prefeito em seu primeiro mandato, uma decisão dura de retirar uma ponte de concreto existente; contudo, Jacob construiu duas novas pontes, mas, devido a um repasse por parte do Governo do Estado, que não veio no momento oportuno, as obras ficaram atrasadas, mas o então prefeito deixou recursos para o término dessas obras para seu sucessor. O mais importante, que era a colocação das vigas, foi feito ainda no mandato de Jacob, faltando, apenas, uma camada de asfalto para o tráfego ser liberado e a conclusão das avenidas.

Também durante seus mandatos, o então prefeito Jacob deu visibilidade à nossa Defesa Civil, estreitando relacionamento institucional com o coronel PM Alexandre Monclus Romanek, da Casa Civil do Governo do Estado e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, seu amigo pessoal até hoje.

A Administração Municipal, durante os mandatos de Jacob, recebeu da Defesa Civil do Estado vários equipamentos, inclusive os coletes na cor laranja (eu mesmo, como vice-prefeito, vesti um desses coletes e participei de diversas ações, juntamente com outros voluntários, cujo grupo era formado por cargos de confiança, mas também por funcionários concursados do município). Essas importantes ações, promovidas por Jacob, e das quais todos da equipe participamos, ajudaram a combater incêndio nas matas a derredor do município, evitando, assim, um prejuízo incalculável ao meio ambiente. Até lonas nas encostas, nos morros de Amparo, nós pusemos para minimizar os danos causados pelos deslizamentos em decorrência de chuvas incessantes.

Peço desculpas se me alonguei nesta minha manifestação, mas é preciso fazer justiça às ações daqueles que tanto fizeram em prol de Amparo, pois, como diz um conhecido pensamento, “Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”.

Nota da Redação: Celso Manzolli, advogado, ex-vereador e ex-vice-prefeito de Amparo


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