A judicialização da política

A base que sustenta a democracia no mundo é a divisão dos poderes entre o executivo, legislativo e o judiciário, porém no Brasil algo muito perigoso está acontecendo e colocando em xeque a nossa democracia. A judicialização da política.

Não passa um dia sequer sem que o noticiário nacional, estadual e inclusive o municipal dê uma notícia de um novo processo, uma nova ação civil pública ou uma nova investigação do Ministério Público em membros do primeiro escalão de nossos governos.

O brasileiro está se acostumando a ver seus prefeitos, governadores e presidente da república passando mais tempo respondendo a processos na justiça do que se preocupando com os problemas e necessidades dos cidadãos. Já foi o tempo em que uma administração pública se preocupava com o público, hoje, a preocupação maior de praticamente todos os governos é como se safar dos processos e como não terminar seus mandatos com uma passagem direta para a penitenciária mais próxima, como aconteceu com praticamente todos os últimos governadores do estado do Rio de Janeiro.

Mais triste do que ver nossa atual e já ultrapassada classe política atolada em processos administrativos e criminais, é ver a passividade da população para essa situação. Apesar de todas as acusações e condenações amplamente divulgadas nas mídias, quando questionados, muitos ainda pensam em votar nessas mesmas pessoas. Estamos as portas de uma eleição que irá escolher governadores, deputados, senadores e presidente e como podemos torcer por resultados diferentes elegendo os mesmos políticos que já demonstraram claramente estar preocupados apenas em ganhos próprios, em acordos, e em imunidades parlamentares.

Hoje em dia deveríamos começar a votar em juízes, promotores e membros do Superior Tribunal Federal, afinal de contas são eles quem estão governando nosso país.

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