Intercâmbio: os primeiros passos para quem quer morar fora

Um novo idioma, programas de voluntariado, novas oportunidades de emprego ou um upgrade no currículo. Independente da motivação, mudar para outro país exige muito mais que vontade, é necessário explorar a fundo todas as opções e, principalmente, alinhar expectativas para que a ideia não gere frustrações e acabe antes de começar.

Para qualquer experiência internacional, vale a dupla planejamento e organização para avaliar o custo benefício. Dado que se trata de um investimento significativo, é necessário ter um objetivo claro em mente, como, por exemplo, mudança de carreira, promoção que exige um conhecimento, habilidade específica ou networking para uma recolocação no mercado.

A pesquisa deve ser bastante aprofundada, buscar informações nos sites das universidades e dos próprios países é importante para conhecer a cultura local e conferir informações importantes, como leis e documentos necessários para morar no local.

Uma boa forma de começar é buscar cursos de curta duração que podem ser conciliados com as férias do trabalho ou da faculdade. “Existem muitas oportunidades no mercado, e encontrar aquela que agrada tanto no aspecto profissional quanto pessoal é fundamental. Importante, também, verificar a qualidade da educação oferecida, a língua em que o curso é ministrado, os créditos oferecidos e a existência de pré-requisitos”, explica Nathalia Bustamante, coordenadora de conteúdo da Fundação Estudar.

Orçamento

Os investimentos variam muito de acordo com o país e o tipo de ensino. Locais com educação majoritariamente privada tendem a ter custos mais elevados, como é o caso da  Austrália. No país, cursos sobre negócios com duração de três semanas, giram em torno de 1.500 dólares australianos. Já a Alemanha, que possui uma grande variedade de universidades públicas, oferece cursos de curta duração a partir de 500 euros.
“Quando o sistema de ensino privado se alia à grande fama das instituições, cursos de curta duração podem chegar a 4 mil dólares, como é o caso dos cursos de extensão oferecidos pela Harvard”, informa Nathalia, que completa: “Existem casos, como a Noruega, em que todas as universidades públicas são gratuitas, e o estudante (mesmo estrangeiro) deve apenas pagar uma taxa semestral de 30 a 60 euros”.

Pensando na Volta

Recrutadores são unânimes em dizer que, para cargos em organizações internacionais, empresas multinacionais ou consultorias, estudar fora é diferencial.

O profissional que passa por uma experiência no exterior agrega características importantes para as empresas. Dentre elas, autonomia, melhor perspectiva internacional, visão de mundo mais abrangente, flexibilidade para atuar em diferentes ambientes, assim como vivência intercultural, adaptação mais fácil a diversas situações, e trabalhar melhor com a pressão.

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