Por: Portal G1
10/12/2019
07:12

A Câmara de Nova Odessa (SP) aprovou nesta segunda-feira (9), por sete votos a zero, a abertura de uma Comissão Processante (CP) que vai avaliar se a vereadora Carol Moura (Podemos) deve ou não ter seu mandato cassado por ter sido presa pelo furto de roupas em um shopping de Campinas (SP), em fevereiro.

A comissão terá um prazo de 90 dias para realizar a apuração e, ao final do período, apresentar um relatório no qual dá parecer pela cassação ou continuidade do mandato. O relatório será votado em plenário pelos parlamentares.

Também foram sorteados os integrantes da CP e suas funções, com base na proporcionalidade das bancadas do Legislativo. Elvis Garcia, o Pelé (Sem Partido) será o presidente, Carla Lucena (PSDB) será a relatora, e Cláudio José Schooder, o Leitinho (PV), será membro.

O pedido de abertura de CP foi protocolado pelos moradores Antonio Marco Pigato e Lucas Camargo Donato. Eles apontam quebra de decoro. No entanto, o pedido foi inicialmente arquivado pelo presidente da Câmara, Vagner Barilon (PSDB).

Segundo a assessoria de imprensa do Legislativo, uma solicitação do tipo não estava de acordo com o Regimento Interno, que prevê que a denúncia deve partir de vereadores ou pessoa filiada a partido representado na Câmara.

O pedido de abertura de CP foi protocolado pelos moradores Antonio Marco Pigato e Lucas Camargo Donato. Eles apontam quebra de decoro. No entanto, o pedido foi inicialmente arquivado pelo presidente da Câmara, Vagner Barilon (PSDB).

Segundo a assessoria de imprensa do Legislativo, uma solicitação do tipo não estava de acordo com o Regimento Interno, que prevê que a denúncia deve partir de vereadores ou pessoa filiada a partido representado na Câmara.

Com o arquivamento, Donato recorreu à Justiça, que determinou a anulação do arquivamento com base em um decreto federal que prevê que qualquer cidadão pode realizar esse tipo de denúncia. Assim, o pedido de CP voltou a ser analisado e aprovado nesta segunda-feira.

"Eu mesma pedi aos parceiros da base que votassem pela abertura desta comissão. Acredito que assim terei a oportunidade de mostrar a todos o que de fato aconteceu naquele dia. A Justiça suspendeu o meu processo quando teve acesso aos recibos, testemunhas e filmagens, mas o julgamento de muitos, infelizmente, continuam. Sendo assim este será o momento de mostrar o que de fato aconteceu", declarou Carol ao G1, por mensagem, após a votação.

A ação penal contra Carol referente ao caso segue em andamento na 3ª Vara Criminal de Campinas e ainda não teve um julgamento em primeira instância.

O caso

Carol responde na Justiça por tentar furtar cinco peças de roupas que, juntas, somam R$ 925. O caso ocorreu em 17 de fevereiro e a Polícia Civil determinou a prisão em flagrante. Na audiência de custódia, Carol foi liberada após pagar fiança de um salário mínimo.

De acordo com o boletim de ocorrência, Carol entrou no provador com as cinco as peças de roupas. A gerente da loja informou à Polícia Civil que uma atendente correu para fora da loja ao ver a ex-secretária deixando o local.

A atendente alcançou Carol e voltou com ela para o comércio. Em seguida, a funcionária disse para a gerente que Carol teria retirado o lacre das roupas, deixado em um balcão e saído com as peças.

Segundo a gerente, Carol devolveu duas peças e tentou fugir de novo com as outras três, mas foi novamente alcançada, dessa vez por um segurança do shopping.

Depois disso, a ex-secretária teria se oferecido para pagar as roupas, de acordo com o relato. A Polícia Militar (PM) foi acionada e levou Carol para a delegacia.


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