Por: Site G1
22/10/2019
11:00

Três suspeitos de participarem do assalto a um carro-forte no Aeroporto de Viracopos foram presos com uma metralhadora, drogas e dinheiro em um condomínio no Parque Jambeiro, em Campinas (SP), na tarde desta segunda-feira (21). A Polícia Federal, responsável por investigar o crime, acompanhou a ocorrência. O material apreendido foi encaminhado para a sede da PF na cidade.

De acordo com o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), a equipe foi até o residencial para apurar denúncia anônima de que em um dos apartamentos do residencial havia três pessoas que teriam participado do crime. Um deles, inclusive, apresenta um ferimento por arma de fogo na perna.

Segundo o Baep, uma pistola 9mm, uma submetralhadora, além de cerca de R$ 14 mil em dinheiro, celulares, cordões de ouro e um tijolo de maconha foram apreendidos com o trio. No apartamento os policiais militares encontraram ainda câmeras de monitoramento remoto.

"São equipamentos que mostram um certo nível de planejamento", disse o capitão Raphael Ribeiro, do Baep.

De acordo com a corporação, os suspeitos negam envolvimento com o roubo ocorrido em Viracopos, mas não sabem informar o porquê estavam reunidos no local, desde quando e outros detalhes que levantaram suspeita dos policiais.

Ainda segundo o Baep, o apartamento onde o trio foi localizado pertenceria a uma companheiro de um dos suspeitos. O trio e o material apreendido foram encaminhados para a Polícia Federal, em Campinas.

O que se sabe do assalto?

  • Um grupo de cerca de 20 criminosos fortemente armados entrou na Aeroporto de Viracopos por volta das 9h50 em duas caminhonetes adesivadas como se fossem da Aeronáutica - a Força Aérea já confirmou que os veículos não fazem parte da sua frota.
  • Os criminosos interceptaram, no pátio interno do terminal de cargas, parte de uma grande quantidade de dinheiro que seria embarcada em um avião da transportadora UPS para Londres.
  • Polícias Militar e Federal afirmam que os dois malotes levados pelos ladrões foram recuperados. No carro-forte havia 22 malotes. Empresa de transporte de valores Brinks confirma.
  • Os valores dos malotes já haviam sido declarados para a Receita Federal, no entanto a quantia não foi informada.
  • Na ação dentro do terminal, três funcionários da Brinks ficaram feridos, dois deles foram baleados - um na orelha e outro na perna. Eles foram levados ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti e, segundo a empresa, não correm perigo de morte.
  • Na fuga, os criminosos trocaram de veículos e utilizaram até um caminhão de lixo, preparado pela quadrilha para ser usado.
  • Um fundo falso no caminhão de lixo guardava armas e munições. Armas também foram localizadas nas casas usadas na fuga de ladrões, e a lista foi divulgada pela Polícia Federal.
  • Um motorista teve o carro atingido pelo caminhão de lixo, discutiu com os criminosos - sem saber que eram os ladrões -, e presenciou o tiroteio que ocorreu quando os guardas municipais chegaram. "Pensei no meu filho", disse.
  • Houve confronto e troca de tiros entre os criminosos, policiais militares e guardas municipais de Campinas em mais de um ponto da cidade. Três viaturas da Guarda Municipal e uma da PM foram alvejadas.
  • Um sargento da PM chegou a ser feito refém e usado como escudo pela quadrilha, mas conseguiu escapar ileso; um major da corporação foi baleado na perna, e socorrido ao Hospital Ouro Verde. Ele foi transferido para o Hospital da Polícia Militar, na capital paulista. Passou por cirurgia e o não corre risco de morte.
  • Criminosos atearam fogo em três caminhões e bloquearam a Rodovia Santos Dumont (SP-075). O trânsito ficou caótico e motoristas trafegaram pela contramão.
  • De cinco criminosos que conseguiram chegar na região do Residencial Campina Verde, três deles morreram e dois, segundo a Guarda, teriam fugido com um serralheiro como refém - o homem acabou abandonado perto de um cemitério minutos depois.
  • Entre os três suspeitos mortos, dois deles entraram na casa em que o serralheiro estava fazendo um serviço, na Rua Sócrates. Eles foram baleados por policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
  • Um outro suspeito, identificado por sua advogada como Luciano Santos Barros, invadiu uma residência na mesma rua e fez uma mulher e um bebê reféns. As negociações duraram duas horas, e o criminoso foi morto após ação de um sniper, um atirador de elite.
  • Segundo a advogada Alessandra Jirardi, ele iria se entregar assim que a advogada chegasse ao local. Ela acusa os policiais de "execução".
  • O Hospital PUC Campinas informou que a mulher foi atingida por um tiro. Ela passou por cirurgia e foi para a UTI.
  • VÍDEO mostra o momento do disparo contra o sequestrador
  • A ação foi exaltada pelo governador de São Paulo, João Doria, que visitou Campinas (SP) para parabenizar os policiais militares. Segundo o político, "quem vai para o cemitério é o bandido".

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