Por: A Tribuna
22/11/2019
11:11

O Tribunal do Júri de Campinas (SP) absolveu um policial civil afastado O.A.C. que era suspeito de integrar um grupo de extermínio que executou com 14 tiros um homem em fevereiro de 2012, em Amparo. O.A.C. era réu por tentativa de homicídio e associação criminosa. O júri popular ocorreu na terça-feira, 19 de novembro, em Campinas e a sentença de absolvição foi publicada ontem, quinta-feira 21 de novembro. Na absolvição a Justiça afirmou que o acusado não participou do crime

"Com relação à imputação de tentativa de homicídio, afirmaram a materialidade e a autoria, mas negaram a participação do réu; quanto à imputação de associação criminosa, negaram a materialidade", definiu o juiz José Henrique Torres, sobre a decisão dos jurados.

Segundo a denuncia, o réu era acusado de ter se juntado a outras cinco pessoas, sendo duas não identificadas, com intento homicida, por motivo torpe e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. "Concorreu para a morte da vítima Adriano Alves da Costa, que foi atingida por disparos de arma de fogo e morreu". O caso ocorreu no dia 9 de fevereiro de 2012, por volta das 18h, na Rua Paulino Bertino, no São Dimas.

O policial civil foi preso em 30 de março de 2012 e, desde 14 de maio de 2013, teve a prisão convertida para domiciliar. O MP-SP informou que não foi notificado da absolvição e que, somente após a análise, poderá se manifestar.

Sobre a volta do policial as atividades na Polícia Civil de Amparo, os seus advogados afirmaram que o tema é assunto de outra ação junto a justiça.

Um dia antes do júri, no dia 18 de novembro o juiz José Henrique Torres, havia proferido sentença revogando a medida cautelar de prisão domiciliar imposta ao réu determinando a sua soltura.

O caso

Em 30 de março de 2012, foram cumpridos mandados de prisão contra policiais da região de Campinas (SP) suspeitos de integrarem um grupo de extermínio. A investigação foi feita pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) e a prisão foi conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil e o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos da Polícia Civil (Garra).

Em Amparo foram presos dois guardas municipais e um policial civil. Em Santo Antonio de Posse (SP) também foi detido um guarda municipal. Na casa de um dos detidos, a polícia apreendeu computadores, documentos, munição e uma embalagem com rótulo de pólvora.


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