Por: Site G1
29/04/2020
22:04

O corpo da bebê Ísis Helena foi sepultado no Cemitério Municipal de Itapira (SP), na tarde desta quarta-feira (29), após uma cerimônia reservada que reuniu o pai, a avó e outros parentes. O corpo dela foi achado no período da manhã enterrado em uma área do bairro Duas Pontes e, depois disso, passou por uma perícia do Instituto Médico Legal (IML) que irá verificar qual foi a causa da morte da criança.

A menina estava desaparecida desde 2 de março. Segundo a Guarda Municipal, a mãe de Ísis, Jennifer Natalia Pedro, afirmou que enterrou o corpo da menina, e não que o jogou em um rio, como havia dito quando admitiu o crime. A mulher teve prisão preventiva decretada pela Justiça na sexta-feira.

nvestigadores da Polícia Civil relataram à EPTV que Jennifer usou uma colher de pedreiro para enterrar o corpo da criança. Após ser localizado, o corpo foi levado ao IML de Mogi Guaçu. A expectativa é de que o laudo com resultado das análises seja divulgado em até 15 dias.

A Polícia Civil não confirmou, até esta publicação, se o inquérito do caso já foi concluído.

Resumo

- Ísis Helena, de 1 ano e 10 meses, desapareceu em 2 de março.

- Ísis nasceu prematura, com microcefalia, e tomava remédios controlados.

- Inicialmente, a mãe disse que a menina sumiu após ela sair de casa, onde estava somente o avô. A mãe afirmava, que, ao voltar, a porta da casa estava aberta e não achou mais a bebê.

- Jennifer mudou a versão dos fatos após ser presa. Ela disse que a filha estava doente, e que deu mamadeira e a colocou para dormir de barriga para cima. No dia seguinte, encontrou a criança morta por ter se asfixiado com o alimento.

- Segundo a polícia, a mulher afirmou que ficou com medo e decidiu jogar o corpo da filha no rio.

- No entanto, depois ela revelou que enterrou o corpo, o que permitiu a localização.

- Jennifer está presa preventivamente.

Prisão preventiva

Em 24 de abril, a 1ª Vara de Itapira decretou a prisão preventiva de Jennifer Natalia Pedro, após aceitar denúncia oferecida pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime.

Jennifer confessou o crime contra a filha, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). Um dia depois da confissão, o advogado que até então atuava na defesa dela decidiu renunciar porque, segundo ele, houve "quebra de confiança" diante da confissão.

A mulher está presa desde 17 de abril, quando foi decretada a prisão temporária dela.

Contradições

A princípio, a mãe afirmou que a menina havia sumido enquanto ela saiu para sacar dinheiro com a avó da criança. No relato da mãe à época do desaparecimento, a criança teria ficado na casa com o avô, que a família desconfia sofrer de Alzheimer. A mãe afirmava então que, quando voltou, a porta da casa estava aberta e a bebê não estava mais no local.

Segundo a polícia, após ser presa e notar que a polícia havia identificado inconsistência nos depoimentos dela, Jennifer mudou a versão dos fatos. Ela afirmou em novo depoimento que a filha estava doente na noite anterior, com febre, deu mamadeira e colocou a criança para dormir de barriga para cima.

No dia seguinte, às 6h da manhã, a mãe teria percebido que a criança se asfixiou e morreu. Segundo a polícia, a mãe afirmou, então, que ficou com medo e decidiu jogar o corpo no rio - versão que novamente foi alterada por Jennifer, segundo a Guarda.


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