Por: Ariovaldo Izac
16/09/2019
19:00

A rotina no futebol, quando um time está sem a bola, é se postar atrás, enquanto o adversário roda a bola no ataque - de uma lateral a outra - a espera da brecha para 'espetar'. É aí que o saudosista lembra do quão faz falta o driblador. Do jogador cuja bola cola aos pés, e vai enfileirando marcadores até chegar na cara do gol pra completar jogadas.

Quem fazia isso com sabedoria era o meia argentino Dario Leonardo Conca, principalmente na primeira passagem pelo Fluminense no quadriênio a partir de 2008. Não bastassem arranques em velocidade com a bola, mesmo com defesas fechadas, recebeu benção divina para bater na bola até de fora da área, e se caracterizou como preciso cobrador de faltas.

Dirigentes do Fluminense já haviam observados essas virtudes quando Conca foi adversário atuando pela Universidad Católica do Chile em 2004, emprestado pelo Rosário Central da Argentina. No entanto foi o Vasco quem primeiro conseguiu trazê-lo ao Brasil em 2007, sem que repetisse aquilo que dele se esperava. Por sinal, dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro que atuou, até na segunda passagem pelo Fluminense, em 2014, o rendimento já não foi tão satisfatório.

Na ocasião ele havia retornado da China, na passagem pelo Guangzhou Evergranda, a época considerado um dos jogadores mais bem pagos do planeta. Aí uma lesão no joelho começou atormentá-lo, e por isso a carreira foi se arrastando até abril desta temporada, quando ainda havia tentado jogar pelo Austin Bold F.C., dos Estados Unidos.

Como Conca não quer se dissociar do futebol, projeta iniciar a carreira de treinador, embora ainda deslocado da realidade. Nas entrevistas, fala da preferência em dirigir clubes como River Plate, Boca Junior e Fluminense, desconsiderando o imprescindível estágio em elencos medianos para ganhar bagagem.

Enquanto a vez não chega, melhor que conte histórias gloriosas dos tempos de atleta, como o título brasileiro do Fluminense de 2010. Muricy Ramalho era o treinador num time formado por Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valência, Diguinho, Júlio César e Conga; Sheik e Fred.

 

 


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