Por: A Tribuna
01/10/2019
19:00

Com o intuito de confraternizar com os amigos e homenagear o grande desportista amparense Francisco Monteiro de Araújo, conhecido como Chico Bola, que faleceu no dia 26 de março de 2019, aos 81 anos, os atletas veteranos do basquete de Amparo e Pedreira organizaram o I Torneio Chico Bola de Basquete Master, com partidas realizadas em Amparo e Pedreira.

Com participação das equipes AC Amparo, Titãs Campinas e Clube Santa Sofia, de Pedreira, o torneio teve a primeira fase realizada na cidade de Amparo e a fase final, no último domingo, 28 de setembro, em Pedreira.

Amparo campeão

A equipe AC Amparo se sagrou campeã após vencer todas as partidas do torneio, com destaque para Paulo Biller que foi o cestinha da competição e a Edson Brunetto, que atuou como técnico devido uma lesão que o impediu de entrar em quadra.

A cerimônia de encerramento do torneio contou com a presença da Dona Diva, Aline e Adriano, esposa e filhos do Chico Bola, que entregaram os troféus e medalhas aos participantes. Foi realizado também um minuto de silêncio e um discurso emocionado de Edson Brunetto, em razão do falecimento de Antônio Bruneto, que tinha participado da primeira fase do torneio.

Segundo os organizadores o objetivo do torneio foi reunir amigos e atletas veteranos do basquete de Amparo e região, incentivando as novas gerações a se entusiasmar pelo basquete e ainda homenagear o grande Chico Bola.

Quem foi Chico Bola

Francisco Monteiro de Araújo, conhecido por todos como Chico Bola, nasceu em 1938, em uma família tradicional da cidade de Amparo. Cresceu praticamente dentro da Igreja Matriz (atual Catedral Diocesana) e acreditava muito no poder da oração e no bom potencial de todos os seres humanos. Segundo um de seus grandes amigos, João Arthur Ribeiro de Carvalho, “foi um grande exemplo de homem e para o esporte de Amparo”. Casado com dona Diva, sua primeira e única mulher, foi pai de seis filhos com muita alegria.

Empresário, professor e funcionário público federal, Chico Bola era muito trabalhador e um estudioso da vida. Para o amigo Antônio Carlos Ribeiro de Carvalho – Purguinha, “o Chico Bola era uma pessoa muito letrada e não perdia uma oportunidade de se atualizar sobre os mais diversos assuntos. Por várias vezes, ele nos convidava para visitá-lo na chácara e o encontrávamos lendo algum livro”, lembrou o Purguinha.

Ainda de acordo com João Arthur, além de trabalhador e estudioso, o Chico Bola era bom em muitos esportes. “Ele jogava bem Snooker, Pingue-pongue, Natação, mas no Basquete ele era craque”, recorda.

“Nas décadas de 50 e 60, ele jogou com grandes nomes do Basquete brasileiro, disputando vários jogos regionais e abertos, inclusive jogou no Palmeiras, mas seu grande legado foi como incentivador da modalidade aqui em Amparo”, lembrou João Arthur.

Como incentivador do Basquete em Amparo, ele sempre manteve bons times jogando no Floresta e no Clube Irapuã, tanto que ajudou a revelar grandes nomes do Basquete municipal, como os irmãos Gutierres, os irmãos Brunetto, entre tantos outros. “Ele levava vários jogadores para participar de torneios fora da cidade, e inclusive trouxe mais de uma vez a Seleção Brasileira para treinar nas quadras de Amparo”, lembrou João Arthur.

Chico Bola jogou Basquete sua vida inteira! Segundo amigos, ele treinava praticamente todos os dias, até os últimos dias de vida. Para Edson Brunetto, o Chico Bola foi um grande exemplo de que o esporte faz a diferença na longevidade, pois ele superou uma cirurgia de grande porte no quadril e ainda tinha uma vida ativa na piscina e na quadra do Floresta. “Mas um fato marcante eu lembro quando ainda era menino, iniciando no Basquete. Tenho a imagem viva dele arremessando da zona morta, e ele raramente errava. O Chico tinha o apelido de “Mão Santa” muito antes do famoso Oscar receber essa alcunha”, lembrou Edson Brunetto.

Já para Alouir Nora, as lembranças do “Veio”, como ele o chamava, são de muitas panelas e vitórias nos bate bolas. “Lembro dos bate bolas no Floresta que reuniam seis ou sete times, e o “Veio”, já com seus 70 e poucos anos, me chamava em um canto e fazíamos uma panela para não sairmos da quadra, para só ganharmos. E ganhávamos quase sempre, com o Veio sempre arremessando muito bem, mesmo nos seus 70 e poucos anos. Que saudade do Véio e das panelas no Floresta!”, recordou Alouir Nora.

“A organização do torneio em homenagem ao Chico Bola veio das boas lembranças dos amigos e da necessidade de resgatar e honrar o senhor Francisco Monteiro de Araújo, que tanto fez pelo Basquete de Amparo”, disse Jorge Mendes, um dos organizadores do “I Torneio Chico Bola de Basquete Master”.


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