Por: A Tribuna
19/05/2020
09:05

Criado em Curitiba, capital paranaense, o Anthor tem ajudado indústria e varejo a revolucionar a maneira como as mercadorias chegam às suas prateleiras diariamente. O aplicativo conecta repositores às lojas com ajuda da geolocalização. Na prática, a plataforma aumenta a venda dos varejistas e gera inclusão social pela possibilidade de renda para as pessoas cadastradas no sistema. A empresa já tem quase 100 clientes como a Coca-Cola, Way Bier, Caldo Bom, Moinho do Nordeste, Amafil e Vinhos Terraustral e atua em mais de 900 varejos como Condor, Muffato e Big entre outros e possui mais de 25 mil usuários cadastrados. Agora, a novidade chega a Amparo.

“Qualquer pessoa que estiver dentro da nossa área de atuação pode se cadastrar no sistema e passar a acessar pelo celular o que chamamos de missões, que nada mais são do que as demandas de reposição das gôndolas. O interessado paga mensalmente R$ 1,99 para usar a plataforma”, explica Guido Jackson, co-fundador e CEO do aplicativo. Também é necessário desembolsar uma taxa única de R$ 35,90 mais valor do frete, para adquirir uma camiseta do Anthor, utilizada para identificar os repositores nos supermercados e uma bota de segurança EPI, que pode ser comprada em qualquer lugar e é um item de segurança para o repositor. Também é necessário fazer uma capacitação pelo aplicativo mesmo, um curso com duração de 25 minutos.

Ajuda

Para as empresas, o aplicativo tem ajudado em um problema que é na verdade um velho conhecido dos varejistas. Segundo a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) as redes chegam a perder cerca de 13,5% de seu faturamento em virtude da ausência de mercadorias em suas prateleiras.

“As marcas acabam tendo custos elevados para manter repositores fixos e, na maioria dos casos, não conseguem ter uma reposição eficiente. No caso do Anthor, após executadas as missões recebem notas garantido a qualidade dos serviços”, afirma Jackson sobre o formato de trabalho dos repositores, semelhante ao utilizado por aplicativos como o Uber, o Rappi e o Ifood, por exemplo.

O aplicativo passou em 2018 por um ano de desenvolvimento e estudos e entrou em operação em janeiro de 2019. Em poucos meses, se popularizou no sul do país e já possui mais de 35 mil downloads realizados. A ferramenta chegou  a Ampro em março deste ano e tem previsão de chegar  às outras regiões do país no segundo semestre.

“Para o repositor, o Anthor é uma oportunidade de renda, e a pessoa ainda tem uma flexibilidade de horário e pode atuar em locais próximos de onde mora. Para o lojista, o aplicativo garante um melhor controle de estoque e uma reposição inteligente e para as marcas, o Anthor representa a certeza de que os produtos estarão sempre expostos nas gôndolas”, explica Jackson.

Como funciona

Quem deseja se tornar um repositor Anthor deve instalar o aplicativo, disponível para Android, enviar documentação, comprar a camiseta e a bota e realizar o curso EAD. Após esses procedimentos, o usuário já pode consultar no celular as missões nos estabelecimentos mais próximos.

Ao chegar ao local, o prestador do serviço, que se apresenta devidamente identificado pela camiseta e aplicativo, checa as gôndolas e retira no estoque os produtos que precisam ser abastecidos. O estado como a gôndola se encontra antes da atividade deve ser registrado por meio de uma foto e, em seguida, o repositor já pode realizar o abastecimento.

O repositor também tira uma foto da gôndola após a reposição concluída. A falta de produtos e data de validade são registradas na plataforma. Os valores pagos referentes às missões realizadas são somados à conta do usuário ao final da atividade e ele fica livre para realizar novas missões de abastecimento.

O software do aplicativo usa inteligência artificial para gerenciar as reposições. “O repositor registra manualmente a quantidade disponível no estoque de determinado produto. O nosso algoritmo, quando conectado ao sistema de cada estabelecimento, identifica a saída do produto no caixa e tem o controle de quando será necessário criar novas missões de reposição”, explica Jackson.


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