Por: A Tribuna
07/10/2021
04:00

Venom – Tempo de Carnificina teve a sua pré-estreia ontem, quarta-feira, 6 dede outubro. Hoje o filme começa a ser exibido no Cine Estação, em Amparo, em duas sessões de segunda a sexta-feira, às 19h e às 21h e em três horários nos finais de semana e feriados, às 17h, 19h e 21h.

Em 2018, Venom foi uma verdadeira surpresa no cinema de super-heróis por causa de seu enorme sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 854 milhões mundialmente – mesmo que não tenha sido bem recebido pela crítica especializada. Isso deu início ao Universo Homem-Aranha da Sony, produções compartilhadas com personagens do Homem-Aranha que a empresa detém os direitos, o que inclui seus antagonistas clássicos – como é o caso de Venom, Morbius e Kraven, o Caçador, enquanto Tom Holland faz parte de um acordo histórico com o Universo Cinematográfico Marvel. Não demoraria muito tempo para que uma sequência do filme de 2018 fosse lançada, e aqui temos Venom: Tempo de Carnificina (2021).

Venom: Tempo de Carnificina se passa um ano depois dos acontecimentos do primeiro filme. Eddie Brock (Tom Hardy) está com problemas para se acostumar na vida com o simbiote Venom. Eddie tenta se restabelecer como jornalista ao entrevistar o serial killer Cletus Kasady (Woody Harrelson), também portando um simbionte chamado Carnificina e que acaba escapando da prisão após sua execução falhada.

A adaptação de Venom para o cinema em 2018 é bastante polêmica, principalmente porque o vilão dos quadrinhos da Marvel passou a ser um anti-herói ao receber seu filme solo, que falha feio ao se levar muito a sério – sem falar nos problemas narrativos e estéticos. Logo de cara, fica claro que Venom: Tempo de Carnificina reconhece seus defeitos e limitações, acertando ao abraçar o lado mais cômico quando foca na relação excêntrica entre o simbionte Venom e o jornalista investigativo Eddie Brock. Os conflitos entre os dois diverte e rende os melhores momentos do filme, que é quando ele abraça seu lado despretensioso.

Tom Hardy claramente está se divertindo no papel e sua performance exagerada combina com as interferências engraçadas de Venom nas situações cotidianas de sua vida, o que é pontuado pela excelente performance vocal de Hardy. O roteiro de Tom Hardy e Kelly Marcel acerta no timing cômico e investe pesado no humor mais pastelão dessa relação, mesmo que isso fuja completamente das características originais vilanescas e aterrorizantes de Venom – que aparece, em diversos momentos, mais vulnerável. O diretor Andy Serkis, de Mogli: Entre Dois Mundos, consegue equilibrar melhor os elementos cômicos (relação de Venom e Eddie Brock) com os elementos de terror (arco do Carnificina) do que o original, mesmo com diversos problemas ao estabelecer Cletus Kasady e sua versão de ameaça simbionte.

 


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