Por: A Tribuna
04/11/2019
00:00

O filme “A Casa de Bambu” será apresentado na segunda feira, 4 de novembro. A apresentação faz parte do Projeto Luz & Sombras e acontecerá no auditório da Rádio Cultura Municipal FM, localizado na Praça Pádua Salles, centro de Amparo, a partir das 19h30. “A Casa de Bambu” é uma história cheia de romance, ação e suspense. Uma jóia rara da tela do cinema

O filme tem no seu elenco Robert Ryan, Robert Stack, Shirley Yamaguchi, Cameron Mitchell, Brad Dexter, Sessue Hayakawa e De Forest Kelley. O roteiro é de Harry Kleiner e Samuel Fuller, trilha Sonora de Leigh Harline e fotografia de Joseph MacDonald (em cores)

A direção é de Samuel Fuller. O filme é uma produção da Fox Filmes, de 1955. Gênero: Drama, policial e suspense

Sinopse

Em 1954, um trem de armamentos militares é assaltado por uma quadrilha de gângsteres do norte americano que age no Japão. A morte de um sargento na ação criminosa coloca a Polícia do Exército no caso. Então, um militar se disfarça de amigo de um bandido ferido pelos cúmplices, e consegue se infiltrar na quadrilha dos assaltantes com a ajuda de uma mulher japonesa.

“Casa de Bambu” é um filme dirigido por Samuel Fuller. Trata-se de um remake de “Rua Sem Nome” (1948), do mesmo roteirista (Harry Kleiner) e fotógrafo (Joseph MacDonald), desta vez realizado em CinemaScope. As locações foram no Japão, em Tóquio e Yokohama.

Samuel Fuller era um cineasta imprevisível, admirado por Jean-Luc Godard e “A Casa de Bambu” foi uma das mais brilhantes utilizações do Cinemascope já exploradas no mundo da Sétima Arte. Com o surgimento desta nova técnica, em formato de projeção, que acabou revolucionando esteticamente todo o cinema desde então, nada mais imperativo do que levar suas câmeras para a “Terra do Sol Nascente”, o Japão. 

Entre os membros da equipe técnica, destaca-se a fotografia de Joseph MacDonald (1906-1968), fotógrafo de alto gabarito, grande aliado de qualquer diretor. O nível de interpretações é  altíssimo, em que Robert Ryan lidera e domina graças à sua vigorosa presença, chegando a ofuscar até mesmo o desempenho de seu xará, Robert Stack, o herói da trama. Ryan era um dos atores prediletos de Samuel Fuller (outro era Lee Marvin), entretanto foi uma única vez que esse brilhante ator atuou para o cineasta. Entre os coadjuvantes, o destaque fica para o ótimo Cameron Mitchell, cuja figura tensa lhe proporciona uma de suas melhores atuações.

Samuel Fuller tinha pela cultura japonesa grande admiração. Muitas cenas do filme comprovam que ele estava claramente apaixonado pelo Japão. Seu fascínio pela cultura japonesa, a arte, o ritual diário, as excursões pelas ruas de Tóquio e os detalhes de fundo e cores locais e também o fato de ele lidar com o romance "interracial" entre Robert Stack e Shirley Yamaguchi traduzem a sutileza certa.

Shirley Yamaguchi nasceu de pais japoneses, na Manchúria, em 1920. Ela usou o nome chinês Li Xianglan (Ri Koran, em japonês) e fez filmes pró-japoneses em áreas ocupadas pelos japoneses na China. Trata-se de uma cantora popular e alguns de seus sucessos, incluindo "Fragrância da Noite" (Ye Lai Xiang), continuam populares até hoje. Foi considerada a Judy Garland do Japão.

É incrível a maneira como Fuller usa a câmera, não apenas pelo fato de ele ter fotos brilhantes, mas por sempre saber como e quando usá-las. O filme, que tem uma fotografia colorida realmente bonita, começa com a curiosa beleza de uma paisagem coberta de neve, com o Monte Fujiama ao fundo, resultando grande efeito cênico. Com muita habilidade técnica, sustenta uma história cheia de romance, ação e suspense.


  Compartilhar

Assinar o Jornal



Identificação do Assinante


Digite nos campos abaixo o seu e-mail ou CPF de cadatro em nosso site e sua senha de acesso.


Esqueceu o seus dados? Fale com a gente!

Assinatura