Por: A Tribuna
25/01/2022
14:01

O poeta e escritor amparense Ivan Piffer, 28 anos, está promovendo o lançamento do livro Palavras de mal-estar: sentimentos de angústia e inquietação, lançada pela editora Viseu. O livro é uma antologia poética que tece algumas apreciações sobre o desassossego que carregamos no nosso cotidiano ao termos que lidar com a competição, a aparência, a instabilidade amorosa e a necessidade de consumir objetos, muitas vezes, de insuficiente serventia.

Segundo o autor, “este livro possibilita uma reflexão sobre o lugar do indivíduo na sociedade pós-moderna, incentiva à crítica de como anda a sua relação com o outro e principalmente consigo mesmo, já que no dia a dia corrido de grande exigência produtiva, não temos tempo para o contemplar, isto é, significar os nossos tormentos, elaborar uma – ou algumas – saída criativa e responsável para nossas inquietações. O ser humano está com pressa, muita pressa, para gastar mais dinheiro e para ostentar uma posição fantasiosa de virilidade e potência. Dessa maneira, negligencia sua saúde mental até que haja um momento de erupção, como um vulcão, uma situação que proporciona uma crise de fúria ou ansiedade, piorando sua situação”

“As ideias versadas no livro permitem um tempo para a contemplação, um pare na alta velocidade do sujeito, uma reflexão sobre a cultura e sobre as inquietações que ela nos provoca. Nesse sentido, estimula a construção de simbolizações para o nosso terror sem nome e nos faz debruçar sobre nossa existência, a fim de obter alívio para as chagas que nos acompanham no trajeto de vida que percorremos”, completou o autor.

Ivan Piffer tem 28 anos. É formado em Letras e, atualmente, esta finalizando o curso de psicanálise e a especialização em jornalismo. Trabalho como professor de gramática, literatura e produção de texto. Além disso, atuo como psicanalista, acolhendo as mais diversas angústias existenciais. “Outra profissão que almejo seguir é a de escritor. A arte da escrita me acompanha há muitos anos, convivi com o desejo de escrever histórias sobre a vida no campo e na cidade grande, elaborando personagens com personalidades complexas e específicas que são reflexos da interação do indivíduo com o outro”, disse Ivan.

Ele lembra que desde criança admirava as obras de arte, observava em livros e nas revistas os afrescos de Michelangelo e as pinturas de Leonardo da Vinci; ouvia os versos de Cecília Meirelles e Mário Quintana narrados pelos personagens Gato Pintado e Penélope, do programa Castelo Ra-Tim-Bum, da TV Cultura; lia as histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, do escritor Maurício de Souza, e outras referências que me formaram enquanto leitor. “Eu me perguntava de onde vinham tanto talento e sabedoria desses artistas para produzir obras tão bonitas. Ao longo do meu desenvolvimento, percebi que o estudo é a fonte de conhecimento e a ferramenta que conduz a mão humana para a confecção de uma obra prima, então decidi me dedicar ainda mais na leitura e na pesquisa”, completou,

“Fui estimulado pela minha família, desde a infância, a ler, a escrever e a desenhar. Os meus professores também tiveram um papel essencial, ensinando-me as teses científicas e me incentivando a continuar os estudos para o ensino superior. Deste meu trajeto, nasceu o livro”, disse. 


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