Por: A Tribuna
18/11/2019
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Um lugar onde você com certeza vai “respirar” história e conhecer construções centenárias maravilhosas, um verdadeiro banho de cultura a céu aberto. Tudo isso, fazendo uma visita a Ouro Preto, cidade história de Minas Gerais, patrimônio da humanidade da Unesco desde 1980.

A cidade que conta com o maior conjunto homogêneo de arquitetura barroca do Brasil, Ouro Preto é uma joia encravada nas montanhas de Minas. No auge do Ciclo do Ouro, foi construída por artistas e escravos, inspirados nos modelos europeus, criando um estilo nacional diferenciado. Com a diminuição da atividade garimpeira, no final do Século XVIII, a cidade mudou suas principais características: de grande centro econômico da mineração para sede administrativa do governo.

Tudo começou quando Duarte Lopes comandava uma expedição vinda de Taubaté (SP), com o propósito de capturar índios para o trabalho escravo. Um mulato que o acompanhava encontrou as pequenas pedras e chamou a atenção de Duarte Lopes, que, pressentindo seu valor, as entregou ao governador do Rio de Janeiro, Artur de Sá, o qual constatou tratar-se de ouro praticamente puro.

Em 1698, o ouro começou a ser explorado, e ao redor das minas surgiu um arraial que, em 8 de julho de 1711, foi elevado à vila e, em 1823, a cidade imperial e capital da Província de Minas Gerais mudou seu nome para Ouro Preto.

 

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Destaque para o Chafariz do Museu da Inconfidência,
inaugurado em 2 de dezembro de 1846 em homenagem
ao 21º aniversário de D. Pedro II / Divulgação

Ouro Preto, desde que deixou de ser a capital de Minas Gerais, fixou-se como um verdadeiro relicário da História. É o maior patrimônio da arquitetura e da arte colonial brasileira. Sede do primeiro movimento de libertação política do país, Ouro Preto é visitada por milhares de turistas do mundo todo. Elevada a Monumento Nacional em 1933, pelo então presidente Getúlio Vargas, é integralmente tombada pelo Patrimônio Nacional (desde 1938) e em 1980 recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferido pela Unesco.

 

O visitante, além de poder rever o nosso passado histórico retratado nas ruas, palácios, igrejas e casarios, tem ainda ao seu dispor diversos museus, cujos ricos acervos abrangem os mais variados temas. Entre eles está o Museu da Inconfidência, imponente obra de arquitetura. Ocupando a antiga Casa da Câmara e Cadeia, está localizado na Praça Tiradentes, tendo sua construção se estendido de 1784 até 1846. Seu acervo reúne documentos e objetos que evocam a Inconfidência Mineira, além de um amplo conjunto de obras de arte profanas e sacras. Lá estão também os despojos dos inconfidentes.

Vale a pena ainda visitar o Museu Claude Henri Gorceix, de mineralogia. Seu acervo encerra mais de 20 mil amostras minerais, procedentes de todas as partes do mundo e, em grande parte, fruto de doação. Muitas destas amostras são raras e de extrema beleza.

Igrejas

As igrejas também são um espetáculo à parte em Ouro Preto, e por lá existem muitas. Não deixe de visitar a Igreja da Ordem Terceira da Penitência de São Francisco de Assis, primeira ordem criada em Vila Rica, foi fundada a 9 de janeiro de 1746, na Capela de Bom Jesus dos Perdões (atual Mercês e Perdões)  e agrupava os mais importantes membros da sociedade da época. Dez anos mais tarde já contava com muitos adeptos que, desde 1751, passaram a se reunir na matriz de Antônio Dias. Por volta de 1752, cogita-se a construção do seu próprio templo, iniciada em 1765. Com risco de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, atesta a evolução no emprego da curva e contracurva, que afeta, sobretudo a nave e a fachada, introduzindo um tipo completamente novo na arquitetura, considerado a obra-prima da arte colonial brasileira. A construção do edifício estava praticamente concluída em 1771.

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Não deixe de conhecer a Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
O templo também conta com trabalhos de Aleijadinho,
de seus oficiais e de seu discípulo Justino
Ferreira de Andrade / Divulgação

Não deixe de conhecer a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. O início da construção da igreja se deu em 1756. A parte arquitetônica foi concluída em 1780, sendo a decoração interna iniciado em 1784. O templo conta com trabalhos de Aleijadinho, de seus oficiais e de seu discípulo Justino Ferreira de Andrade. A planta da igreja é curva na parte da frente. Embora não exista prova documental, sua portada é atribuída ao Aleijadinho. Manoel da Costa Ataíde é autor da pintura e douramento dos retábulos e do risco do altar-mor. As pinturas dos forros da nave e capela são obras do pintor italiano Ângelo Clerici. 

Para quem gosta de compras, uma boa opção é “A Feirinha de Pedra Sabão”, a Associação de Expositores do Largo do Coimbra (ADELC) reúnem-se desde 1995 em frente à igreja de São Francisco de Assis para comercializar e expor suas obras. Fontes históricas apontam que o espaço ao qual se encontram os feirantes era um “entreposto” para trocas e vendas de mercadorias e serviços desde 1824. A feira conta hoje com mais de 50 bancas para atender, da melhor forma, turistas de todos os lugares do Brasil e do mundo. Sem falar, claro, das inúmeras lojas instaladas em antigas construções da época de ouro da cidade.

Cartões-postais

Cartões-postais de Ouro Preto, os chafarizes e fontes da cidade, que antigamente serviam como fonte de abastecimento de água à população, mas que com o tempo, adquiriram status de obras de arte são visitas imperdíveis. Destaque para o Chafariz do Museu da Inconfidência, inaugurado em 2 de dezembro de 1846, em homenagem ao 21º aniversário de D. Pedro II.

Além do centro histórico, Ouro Preto, envolvida por montanhas rochosas de beleza ímpar, encerra, em seus arredores e distritos, paisagens que deslumbram todos quantos têm o privilégio de fazer-lhes uma visita, destacando-se o Parque Municipal da Cachoeira das Andorinhas.

Por tudo isso, com certeza, vale a pena conhecer a cidade mineira de Ouro Preto.

 

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Em Ouro Preto e nas demais cidades históricas de Minas Gerais,
existem inúmeras lojas instaladas em antigas
construções da época de ouro de sua arquitetura/Divulgação

 

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Ouro Preto fixou-se como um verdadeiro relicário da História. É o
maior patrimônio da arquitetura e da arte colonial
brasileira / Divulgação

 

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Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.
Concluído em 1771, o templo foi idealizado por
Aleijadinho e é considerado uma obra-prima
da arte colonial brasileira / Divulgação

 


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