Por: Eduardo Emilio Lang Marés da Costa
03/09/2019
15:09

Segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2018, o índice de pessoas obesas no Brasil atingiu seu maior patamar nos últimos 13 anos, alcançando a marca de 19,8% da população entrevistada. Se levarmos em consideração pessoas obesas e com sobrepeso, chega-se ao preocupante número de 55,7% de pessoas afetadas por desordens relacionadas ao peso.

A obesidade é determinada pelo Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo-se o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros). Se o resultado for igual ou inferior a 18,5 acredita-se que essa pessoa apresenta peso abaixo da média esperada. Em contrapartida, valores iguais ou superiores a 25,0 podem ser considerados como indicativos de sobrepeso ou obesidade. Com base nessas referências, profissionais de educação física elaboram programas de treinamento que incluem atividades aeróbias (ex.: corridas e caminhadas) e anaeróbias (ex.: musculação) com intuito de minimizar ou até reverter esses quadros.

Quando uma pessoa obesa inclui em sua rotina um programa de exercícios físicos regulares, automaticamente ela eleva sua taxa de metabolismo basal (o famoso metabolismo lento/acelerado). Associado a uma dieta equilibrada e hipocalórica, o metabolismo acelerado (influenciado por exercícios físicos) vai contribuir para um emagrecimento mais rápido e eficaz. Porém, devemos lembrar que para uma pessoa obesa iniciar um programa de treinamento físico é necessário mudar alguns hábitos. Primeiramente é aconselhável tornar-se mais ativo em atividades da vida diária, pois atitudes simples (como subir um lance a mais de escada, descer em um ponto de ônibus antes de seu destino final ou até ir até a panificadora a pé) auxiliam na adaptação ao exercício.

Sabe-se que cada faixa etária responde de uma forma diferente a mudanças no padrão de vida e a escolhas por hábitos mais saudáveis. No caso das crianças, a sensibilização poderá ser feita por meio esportivo — em que a criança escolhe pela atividade que mais lhe agrada —, por passeios ativos e ao ar livre, em que ela pode explorar novos ambientes e novas vivências. E também não devemos esquecer da velha e boa brincadeira com amigos da mesma faixa etária. O ato de brincar eleva a autoestima e estimula a criatividade da criança.

No caso de jovens e adultos, geralmente a motivação vem por metas estéticas, nas quais a própria pessoa coloca como objetivo um padrão físico. Nessa faixa etária recomendam-se exercícios regulares, geralmente trabalhados em academias, pois nesses locais apropriados o monitoramento e acompanhamento da pessoa tornam-se mais práticos ao profissional de educação física.

Devemos lembrar que jovens e adultos, de um modo geral, atendem a uma demanda elevada de atividades como estudo, trabalho e vida social. Quando chegamos à terceira idade, notamos que existe uma resistência maior em relação à adoção de um padrão de vida mais ativo. Nessa fase, é muito importante que a pessoa idosa se sinta à vontade para retomar a prática de trabalhos manuais combinados a uma proposta de atividade extra, como por exemplo caminhadas em grupo, passeios e visitas a locais desconhecidos e uma possível iniciação a programas de academia.

Lembramos que é de suma importância uma vida ativa em qualquer fase da vida. A inclusão de esportes e exercícios físicos regulares pode melhorar a qualidade de vida da população de forma significativa. Como sugestão, inicie com pequenas mudanças em sua rotina, aumente gradualmente o nível de atividade física, procure esportes e atividades com as quais se identifique e mantenha o foco para que todo seu investimento não fique para trás. 

Autor: Eduardo Emilio Lang Marés da Costa é professor especialista nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

 


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