Por: A Tribuna
15/11/2019
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Por um longo tempo, o mês de maio era o predileto para a realização dos casamentos. Talvez esse seja um costume herdado dos europeus, uma vez que naquele continente o mês de maio é festivo e cheio de flores e tem ainda outra corrente que explica que o mês de maio é o mês das Mães e o mês da Virgem Maria, por isso a preferência dos noivos e noivas.

Mas o fato é que no Brasil tem se verificado mudança neste hábito, sendo que o mês de dezembro tem se mostrado o campeão dos casamentos. É um mês festivo, é verão, tem os feriados de final de ano, renda extra por causa do décimo terceiro salário, promoções de preços em pacotes de viagem, estes seriam alguns dos motivos que explicariam a nova preferência. E falando em verão, realizar a cerimônia na praia tem ganhado cada vez mais casais adeptos à ideia. Tem também o casamento campal que vem agradando.

Mas, enfim, em maio, em dezembro ou em qualquer outro mês do ano, quando se fala em casamento, logo se remete o assunto a correrias, altos preços e inevitáveis estresses para os familiares e os noivos, os quais são magicamente esquecidos na hora do tão esperado “sim”.

O casamento é sempre um momento muito esperado – tanto pelo casal como por seus familiares. É também momento de muita honra para os padrinhos que geralmente se sentem felizes com o convite.

Passada a euforia de marcar a data, comunicar a família e escolher os padrinhos, vem a inevitável preocupação para todos estes envolvidos. É um grande evento, momento importante e todos querem fazer bonito. Ás vezes é tanta vontade de fazer bonito que o resultado final é um verdadeiro desastre.

Um dos melhores caminhos é procurar por pessoas/empresas entendidas no assunto, mas se a opção é organizar tudo contando com a ajuda de amigos e familiares, o bom senso é o melhor mediador.

Buquê

Entre os detalhes que assombram as noivas é quanto ao buquê. Aqueles bem cheios e compridos são os mais sonhados, mas é preciso cuidar com este modelo, pois caem bem somente em noivas com alta estatura e corpo bem esguio.

Segundo alguns entendidos no assunto, para não errar o melhor mesmo é escolher os redondos com alguma cascata, mas esta compatível com o tipo físico da mulher.

E as flores? Bem, jamais deverão ser as mesmas da decoração da igreja ou do salão de festa. As rosas continuam no topo da lista, mas também entram em cena os lírios, callas, tulipas, gérberas e orquídeas. O ideal é que o buquê seja entregue duas horas antes do casamento para garantir o frescor das flores; cuidar para que os caules das flores tenham sido recobertos de tecido para garantir o conforto da noiva.

Dependendo da temperatura, o buquê exige atenção especial. No verão, o bom mesmo é guardá-lo na geladeira. Existem alguns buquês que são montados em suportes específicos (com espuma floral) e isto garante a sua durabilidade sem estarem na água, mas é bom mantê-los com local ventilado e longe da luz. É aconselhável sempre buscar a ajuda de um profissional nesta área, isto garante o sucesso do arranjo e a beleza do conjunto da cerimônia.

Uma dúvida muito frequente é qual a altura que o buquê deve ser levado pela noiva. Uma regrinha: a noiva deve manter o antebraço encaixado na lateral da cintura e quando chegar ao altar entregar o adereço à mãe ou à madrinha mais próxima. 

O buquê deve sempre combinar com o vestido e ambos com o estilo do casamento. Para uma cerimônia no campo, por exemplo, o buquê deve ser de flores menores e o vestido mais vaporoso, tudo bem romântico. Se a ocasião for mais formal, o tecido e o modelo do vestido também mudarão e no buquê poderão ser usadas flores maiores e até outros adereços como pérolas, strass, cristais ou outros brilhos. Regrinha: isto vale apenas para os casamentos à noite; cerimônias diurnas, ou realizadas na praia, pedem mais descontração, mas isto não quer dizer que mereçam menos cuidados ou que devam ser displicentes.

Confiança

Muitos dos detalhes finais do casamento, a noiva delega a pessoas de sua confiança, mas vai aqui um conselho, em se tratando do buquê cuide pessoalmente do assunto. Provavelmente, ele será entregue no dia da cerimônia e na hora da entrega veja você mesma se está de acordo com o que encomendou, pois ainda terá tempo para reparos ou substituições.

Noiva e madrinhas compartilham do estresse. A primeira é óbvio, afinal ela é a estrela do dia; as segundas é porque não querem “fazer feio” e estragar o álbum de fotografia dos noivos e também porque competem entre si.

Uma dica de ouro: quem deve brilhar soberanamente é a noiva, as madrinhas devem caprichar no visual, mas lembrando de que não é educado ofuscarem a noiva, além do que ela ficaria muito magoada com a situação. As madrinhas devem evitar as cores claras e os brilhos excessivos. Quanto ao vestido, tudo depende do horário da cerimônia e é de bom tom a noiva e madrinhas combinarem quanto ao cumprimento dos vestidos para que haja harmonia no altar quando todos estiverem juntos.

E os pajens? Isso continua em alta. É usual escolher as crianças de ambas as famílias. Se dois lados tiveram candidatos aptos a carregar as alianças, é bom o casal buscar o bom senso e não fazer disso motivo de disputas. A tradição manda que seja um casal de crianças, mas nada impede que um trio ou um quarteto integre a “honrada comitiva encarregada das alianças”.

É também emocionante, ao invés das crianças, dar aos avós o privilégio de levarem as alianças até o altar.

“Antecedência” e “Organização” são as palavras-chave para o sucesso da cerimônia e festa.


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