Por: Wanderson R. Monteiro
14/10/2019
05:00

Vivemos em uma época em que a responsabilidade da educação de nossas crianças tem sido jogada de um órgão para o outro: os pais e a família jogam a responsabilidade para as creches e escolas; e, em contrapartida, as creches e escolas jogam a responsabilidade para os pais e para a família.

Nesse jogo de empurra-empurra, quem mais têm sofrido são as crianças que, sem terem a instrução e acompanhamentos corretos, acabam por muitas vezes crescendo desnorteadas e, não muito raro, sem limite algum, desencadeando, assim, uma série de problemas para elas mesmas e todos os grupos nos quais elas estão inseridas.

Sendo assim, é de extrema importância que nós, como pais, atentemos cada vez mais para a boa educação e formação de nossas crianças, fazendo isso da melhor forma possível, para que todos possam ter uma vida mais plena e feliz, onde as crianças aprendam de uma forma bela e simples como se relacionar e conviver com todos, entendendo que é nossa a responsabilidade de educar e criar nossas crianças, preparando-as para o convívio social é nossa, e que a mesma é intransferível.

Infelizmente, a realidade que se vê é outra: pais, mães, e responsáveis abrem mão da responsabilidade de educar e instruir suas crianças, delegando e empurrando essa responsabilidade para outras instituições, as quais não cabem tal responsabilidade, e mesmo que tais instituições, como creches e escolas, procurem auxiliar o máximo possível nesse tipo de educação, que foge da instrução escolar, essa educação será sempre defasada, e as consequências recairão sobre as crianças e afetarão a todos posteriormente.

Por mais que as instituições educacionais tenham importância e influência na formação do caráter daqueles que as frequentam, tal responsabilidade é primeiramente da família, como diz o famoso ditado popular: “educação vem de berço”; e tal ditado quer dizer algo bem simples e verdadeiro: a educação, a ética, os princípios, os valores e o respeito começam a ser ensinados desde cedo, desde a mais tenra infância, e esse processo pode e deve começar em casa.

Por mais que tenhamos auxílio e ajuda de outras instituições para a formação de nossas crianças, nunca devemos delegar e abrir mão de nossa responsabilidade de instruí-las e educá-las, por mais difícil que seja o período da infância e da adolescência, tendo a consciência de que tal ação tem grande impacto para a formação e para o futuro delas e de toda uma geração que, infelizmente, tem sido jogada de um lado para o outro sem ter muitas vezes um caminho seguro para seguir. A boa educação e formação de nossas crianças e jovens vêm de uma boa parceria entre a família e as instituições educacionais, sendo que cada órgão compreende e assume sua responsabilidade nesse processo para sempre poder alcançar melhores resultados.

Nota da Redação: Wanderson R. Monteiro, bacharelando em Teologia, pelo ICP (Instituto Cristão de Pesquisas), São Sebastião do Anta (MG)

 


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