Por: João Félix da Costa
11/12/2019
11:12

Excelência Luiz Oscar Vitale Jacob,

Com amor sincero e fé profunda, dirijo-me ao vosso respeitável mandato tendo em vista que “variados são os recursos que o homem possui para progredir no conhecimento da verdade, tornando assim cada vez mais humana a sua existência” (cf. João Paulo II, Carta Enc. Fides et ratio: n. 3).

Manifesto-me a partir do apelo do cidadão Vanderlei de Lima, eremita de Charles de Foucauld e meu mestre nos estudos acadêmicos, nas suas redes sociais, sobre a mudança de local da sede da GCM de Amparo (SP), cidade que muito admiro desde quando exerci meu estágio pastoral na paróquia de São Sebastião. Este apelo deve ser considerado com a máxima atenção, pois nem todos estão aptos ao desenvolvimento da arte de se colocar no lugar do outro, de praticar a conhecida empatia. O respeitável e empático amigo Vanderlei, prezando pela dignidade humana dos (das) guardas municipais, faz um apelo válido à Vossa Excelência para mudar a sede da GCM, o quanto antes, levando em consideração a solicitude social da Igreja “que tem como fim um desenvolvimento autêntico do homem e da sociedade, o qual respeite e promova a pessoa humana em todas as suas dimensões” (cf. João Paulo II, Carta Enc. Sollicitudo Rei Socialis: n. 1).

Como queremos dar ânimo para alguém desempenhar um bom serviço à população concedendo-lhe um lugar onde raposas e ratazanas frequentam e a chuva se sobressai com certa abundância? Acredito que esse não é bom estímulo, mas, sim, a concessão de adequadas condições que podem ser conquistadas com vossa vontade e decisão, já que tendes o poder político dado pelo povo em suas mãos. Poder na política é a forma mais alta de se fazer caridade (Papa Francisco).

Peço, pois, que não trateis com indiferença este pedido de mudança. Aliás, mudança de extrema importância. Não estragueis vosso mandato com o descaso para com os (as) guardas, homens e mulheres que arriscam a cada dia suas vidas dentro de uma honrada farda, nem desaponteis os (as) católicos(as) amparenses e demais pessoas de bem neste quesito fundamental.

Peço também, juntando-me a outros, a mudança da sede dos guardas municipais para um lugar adequado a estes servidores púbicos para que possam sentir-se valorizados. Concluo com as palavras de São João Paulo II escritas ainda na Carta Encíclica Sollicitudo Rei Socialis (n. 28), no 20º aniversário da Encíclica Populorum Progressio (O Desenvolvimento dos povos), para vossa reflexão e a de todos aqueles a quem compete o poder de tomar decisão secundária neste caso: “Eis o quadro: há aqueles – os poucos que possuem muito – que não conseguem verdadeiramente ‘ser’, porque, devido a uma inversão da hierarquia de valores, estão impedidos pelo culto do ‘ter’, e há aqueles – os muitos que possuem pouco ou nada – que não conseguem realizar a sua vocação humana fundamental porque estão privados dos bens indispensáveis”. Cordialmente.

Nota da redação: João Félix da Costa, estudante de Filosofia pelo Centro Universitário Internacional UNINTER e autor de artigos nas esferas política e religiosa.

 


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