Por: Rodrigo Lico
11/12/2019
11:00

Somos cerca de 210 milhões de habitantes no Brasil, destes dos economicamente ativos uma média de 64% encontram-se endividados, segundo pesquisas recentes da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos) e cerca de 25% estão inadimplentes.

Avaliando-se um universo em que quase 104 milhões de brasileiros vivem com apenas R$ 413 mensais, considerando todas as fontes de renda. Outros 10,4 milhões de brasileiros (5% da população) vivem com R$ 51,00 mensal, segundo aponta estudo recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em contrapartida apenas 2,1 milhões de pessoas (1% da população), possui uma renda média mensal de R$ 16.267,00, podendo investir com mais tranquilidade e abundancia recursos de seu faturamento.

Para economistas os cenários de alto índice de desemprego, queda na renda e no poder aquisitivo, além do aumento da informalidade e dos desalentados, impactam diretamente neste cenário critico, para a esmagadora maioria dos brasileiros. Os bancos podem contribuir para a melhoria dessa situação desfavorável á todos?

Não é vantajoso para as pessoas se endividarem e consequentemente terem seus nomes incluídos no sistema do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Como também não é interessante para o banco, gastar com honorários de advogados e protelarem um pagamento da divida por anos, até a execução do último recurso, na última instância no poder judiciário.

O Brasil possui dezenas de bancos privados e públicos, dentre os quais o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que como o nome mesmo já diz, visa financiar projetos que promovam o fomento na sociedade estimulando obras como aeroportos, rodovias, estradas, etc..

Perante esse cenário está claro ao correntista (cliente do banco), que a instituição financeira (o banco) pode ser o seu melhor parceiro para investir ou aplicar suas rendas? É claro para esse consumidor o que é a taxa Selic (taxa básica de juros da economia), e que por ela encontra-se atualmente, no patamar mais baixo, desde 1996, não convém aplicar na poupança? Uma aplicação considerada mais conservadora e menos rentável. Esse cliente sabe que é possível investir em fundo de renda fixa, títulos do tesouro, titulo de capitalização ou em outra modalidade que seja mais vantajosa com a orientação de seu banco?

O banco realiza constantemente uma comunicação adequada, clara e direta com seu correntista, para atentar a percepção dele referente a estes fatos e que ele assim deslumbre e cogite fazer uso dessas possibilidades? O banco influência a quebra de paradigmas que está extinta, daquela época em que se guardava dinheiro de baixo do colchão, ou comprava-se ouro e dólar e escondia em um compartimento secreto dentro da residência?

Com a evolução tecnológica, hoje o cliente já faz praticamente todos os procedimentos bancários pelo celular. Muitos acreditam que as agências físicas estão com os dias contados. No meu entender já não é mais o suficiente ofertar produtos e serviços como cartões de credito, limites no cheque especial, seguro de vida, residencial ou veicular, é preciso ir além e atender esta nova era, onde o empreendedorismo da iniciativa privada reivindica serviços mais específicos à realidade de cada correntista.

O banco precisa estar atento à nova geração e a constante evolução tecnologia da informação. Ser faz necessário deixar claro ao correntista que ele é um parceiro comercial, que pode trabalhar conjuntamente para aperfeiçoar e ampliar suas vendas de produtos e serviços, tangíveis ou intangíveis que ele oferta ao seu consumidor. Para atender esta demanda que irá ditar o futuro do sistema financeiro no país é preciso estar presente na base, às novas gerações do capital, estudar as novas profissões e as que estão por surgirem e consequentemente como interagir com elas, sem deixar de lado também a parcela de aposentados economicamente ativa, que ainda opera de maneira mais tradicional e conservadora.

Percebi que existem bancos que já começaram a oferecer essas novas ferramentas, como previdência privada, junção das contas física e jurídica para micros empreendedores, financiamentos diferenciados, enviar e receber remessa de dinheiro do exterior em menos de 2 horas, agências abrirem em horários diferenciados, SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) 24 horas, mas é preciso ir além, revolucionar para atender a demanda corrente.

Estudar o comportamento do consumidor não é uma tarefa fácil, identificar suas necessidades é algo complexo, mas uma das melhores formas de interagir utiliza nessa década são redes sociais, que a meu ver são excelentes ferramentas de interação em tempo real para esse proposito.

Em conversa com o gerente na agencia a qual sou correntista, por exemplo, informei que muitos têm dificuldades na entrega da declaração do imposto de renda, seja pessoa física ou jurídica e que muitas universidades disponibilizam os alunos da área de exatas, para elaborar a declaração do IR a Receita Federal. Imaginei se o banco disponibiliza-se alguém para isso, criasse um setor para oferecer este serviço aos seus correntistas? O profissional poderia identificar ao formular a declaração de seu correntista vários produtos e serviços para auxilia-lo, pois o banco teria subsídios diretos, sem a necessidade de elaborar pesquisas mirabolantes para traçar o perfil de seu cliente, o banco teria acesso direto ao patrimônio do seu cliente, informações valorosas para propor a parceria comercial desse cliente, seja pessoa física ou jurídica.

A palavra chave é “percepção”, saber identificar oportunidades e traçar estratégias para que bancos e seus correntistas prosperem mutuamente e quebrar aquela imagem nefasta de que o banco “só quer tomar seu dinheiro”.

Nota da redação: Rodrigo Lico é graduado em Publicidade e Propaganda; jornalista diplomado; pós-graduado em Comunicação Organizacional; colunista editorial; comentarista e analista politico e econômico; estrategista em comunicação, mídia e marketing nos meios de comunicação; coach em formação, consolidação e consagração de imagem pessoal e institucional e digital influencer


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