Editorial – A sequência de derrotas de Jacob

Nas últimas semanas, a Administração do prefeito Luiz Oscar Vitale Jacob (PSDB) vem acumulando diversas derrotas. A primeira derrota aconteceu no dia 6 de dezembro, quando o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Jacob em relação à viagem do prefeito para Miami de 17 a 30 de janeiro de 2013. O relatório do processo, assinado pelo juiz Gilberto Ferreira da Cruz, apresenta detalhes das infrações cometidas pelo prefeito, como a ilegalidade do afastamento do cargo, a apropriação indevida de rendas públicas e uso de documentos ideologicamente falsos no pregão presencial nº 127/2013, descoberto a partir da impetração de um mandado de segurança. Apesar de a Câmara Municipal de Amparo ter arquivado o pedido de cassação contra Jacob sobre o mesmo assunto, o fato de Jacob se tornar réu no assunto é uma derrota.
A segunda derrota do prefeito foi a eleição do vereador Esequiel Pereira dos Santos, o Pastor Esequiel (PSDB), como presidente da Câmara Municipal de Amparo. A eleição foi realizada no sábado, 15 de dezembro. Jacob, além de não conseguir eleger os seus indicados, não conseguiu colocar na mesa diretiva do Legislativo amparense um dos seus vereadores. Apesar de Esequiel ser do mesmo partido do prefeito, a relação política entre os dois não é das mais amistosas, uma vez que Esequiel foi o relator do pedido do processo de cassação do prefeito e, no relatório final, pedia o afastamento do prefeito.
A terceira derrota de Jacob ocorreu na segunda-feira, 17 de dezembro, quando o relator Carlos Bueno, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, emitiu um despacho indeferindo a liminar solicitada pelo prefeito municipal de Amparo, Luiz Oscar Vitale Jacob (PSDB), que tinha a finalidade de suspender a vigência da Lei Complementar Municipal nº 19/2018, que revogou a cobrança da Taxa de Coleta, Tratamento e Disposição Final de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD), também conhecida como Taxa do Lixo. Argumentava o prefeito que a não cobrança da taxa iria trazer prejuízos para a Prefeitura de Amparo e poderia comprometer as finanças públicas.
Pronto para iniciar o terceiro ano do seu segundo mandato e seis anos à frente da Prefeitura de Amparo, a Administração do prefeito Jacob já começa a demonstrar certo desgaste. Pelas manifestações nas redes sociais, nota-se que são poucos que defendem a Administração. São inúmeras as críticas em relação à conservação da cidade.
Para 2019, Jacob não esconde que pretende vender o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Há informações de que o prefeito, pessoalmente, deverá trabalhar junto aos vereadores na tentativa de mostrar que a venda seria um bom negócio para Amparo. Porém, para muitos, a venda do SAAE pode ser um péssimo negócio para o município, já que poderá representar para a população um aumento significativo nos valores das tarifas d’água. O curioso sobre o assunto é que o prefeito Jacob tem pouco interesse em mostrar para a população por que a venda do SAAE é tão boa assim como ele prega. Acredita-se que, hoje, a tentativa do prefeito de vender o sistema de abastecimento d’água de Amparo teria como resultado nova derrota do prefeito Jacob.
Nos últimos anos, o prefeito vem se mantendo distante da população. Jacob diz ainda que as pessoas que fazem críticas à sua administração são “politiqueiras” e que têm como objetivo obter vantagens na disputa eleitoral de 2020.
Na eleição deste ano, a população brasileira demonstrou nas urnas que não mais aceita políticos tradicionais e seus vícios. Demonstrou que não admite falta de transparência e principalmente os que tomam atitudes isoladas, muitas delas em prejuízo da população. Muitas pessoas dizem que com as derrotas é que apreendemos; seria bom Jacob refletir sobre as derrotas que vem sofrendo nas últimas semanas e repensar a forma que administra a cidade em relação a determinados assuntos. Com certeza quem sairia ganhando com isso seria o próprio Jacob e mais ainda a população.

Comentários

comentários