Envelhecimento da voz


A idade chega para todos e com ela, uma série de mudanças, algumas vezes
desconfortáveis, indicando que o funcionamento de muitas áreas do corpo, já não são
mais como eram em outros tempos.

No processo de envelhecimento é comum que o corpo sinta os sinais das alterações de
diversas funções, incluindo a fala, interferindo diretamente na comunicação. O
envelhecimento da voz, ou Presbifonia, gera alguns problemas na vida cotidiana como
cansaço, falta de ar, perda da potência da voz e consequentemente, dificuldade em ser
compreendido.

Acontece que é normal que a voz mude – você pode pensar -, afinal, é natural; idosos
têm voz de idosos, não é mesmo? A voz, assim como tudo, acompanha nosso ciclo vital,
se adequando às modificações do corpo nesse processo que é nascer, crescer e viver. No
entanto, a presbifonia, mais que uma simples questão de envelhecimento de voz, pode
provocar dificuldade de deglutição, facilitando a incidência de engasgos e aspirações.

Uma vez que a emissão da voz (fonação) não depende unicamente das pregas vocais,
mas também do ar que vem dos pulmões, de toda a estrutura da laringe e de uma boa
articulação e ressonância, a qualidade da comunicação, principalmente, é comprometida
caso alguma dessas partes apresente falhas.

Embora essa patologia atinja tanto homens, quanto mulheres, nas mulheres essa questão
pode estar associada à menopausa, por causa do declínio das funções dos ovários,
porém, o envelhecimento vocal fica mais perceptível a partir dos 60, 70 anos.

O diagnóstico de presbifonia é dado através de exames laboratoriais e de imagem como
a laringoscopia direta. Já o tratamento é feito por um profissional fonoaudiólogo, por
meio fonoterapia e alguns exercícios, bem como investidas numa melhor alimentação.

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