O progresso e seus problemas

Por Antonio Carlos de Oliveira

Observando a evolução humana através das invenções, notamos que nunca chegamos à perfeição. Em todo progresso, até chegar aos nossos dias, sempre, em qualquer invenção, surge o outro lado, a outra face da moeda. A parafernália da informática, dos computadores, dos chips e da nanotecnologia e um mundo fantástico de melhoramentos; ainda assim, o homem está muito longe de atingir a perfeição. As doenças, os acidentes, a ignorância, o fanatismo, o egoísmo, o ódio provam que o cérebro humano precisa evoluir muito mais para ceifar o mal. Sempre há o dilema seguinte: em toda a criação, a parte do cérebro que não foi usada corretamente, traz inúmeras consequências, semeando o ódio sanguinário e diabólico. Será que no cérebro, com seus milhares e milhares de conexões de neurônios e sinapses, há uma grande parte que trabalha em favor do mal, independentemente da vontade humana?

Como entender que o remédio que cura também pode matar? Como aceitar que o avião possa cair? E as pontes, viadutos que caem como castelos de areia? E as coincidências, as leis do acaso não poderiam ser previstas? O homem não conseguiria descobrir como funciona o sexto sentido? Dentro da caixa craniana há sempre a luta do bem contra o mal. Exemplo: a bomba nuclear nasceu para matar, exterminar, mas, com o decorrer do tempo, o bem entrou na briga e venceu, pois o tal invento acabou com as grandes guerras, deixando apenas alguns filhotes que logo, logo, serão domesticados. As pequenas guerras e revoluções vão continuar ceifando vidas, principalmente dos mais indefesos (idosos, crianças, pobres, marginalizados, minorias étnicas e religiosas etc.).

Quando o decantado progresso chegar até os indefesos e os fabricantes de armas e as gangues internacionais não puderem mais agir em nome do dinheiro e do poder, adeus guerras e revoluções! É claro que o mal não vai ficar dormindo e sim vai planejar outros tipos de “progresso”. Eis um modesto exemplo: Por que não parar de fabricar motos, essas máquinas mortíferas ceifadoras de vidas ou transformando jovens inválidos para sempre?
Já se fala muito em inteligência artificial, que será a última esperança do triunfo do bem sobre o mal. Caso tal inteligência funcione como o cérebro humano, estaremos perdidos, pois continuará a luta entre as duas forças opostas em busca da vitória final. Se o homem não consegue pôr em prática só o lado bom de sua inteligência, será que sua criação conseguirá?

Este será o grande dilema que o ser humano vai enfrentar nas décadas futuras, as quais já se aproximam nos horizontes.

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